A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou, nesta terça-feira (18), a abertura dos arquivos da investigação caso do empresário Jeffrey Epstein, empresário amigo do presidente Donald Trump acusado de ter abusado de mais de 250 meninas e de operar uma rede de exploração sexual. Agora, a resolução vai para o Senado e ainda terá que passar pela sanção de Trump. Com informações do g1.

Continua depois da publicidade

Epstein foi preso em julho de 2019, e morreu dentro da cela cerca de um mês depois. A matéria torna obrigatória a divulgação dos documentos usados como provas na investigação. Foram 427 votos a favor e 1 contra, com cinco abstenções. 216 deputados do Partido Republicano, o mesmo de Trump, apoiaram a medida.

O envolvimento de Trump com Epstein se tornou uma grande polêmica no governo do Republicano. Durante a campanha, ele era defensor da abertura dos arquivos, afirmando que poderiam incriminar pessoas do Partido Democrata. Porém, Trump mudou de opinião e chamou de “fracos e tolos” quem pedia a divulgação dos documentos.

— Os republicanos da Câmara deveriam votar para divulgar os arquivos de Epstein, porque não temos nada a esconder — afirmou Trump na última semana.

Nas redes sociais, ele disse, também, que era hora de “seguir em frente dessa farsa dos democratas”.

Continua depois da publicidade

“Ninguém se importava com Jeffrey Epstein quando ele estava vivo e, se os Democratas tivessem qualquer coisa, teriam divulgado antes da nossa vitória eleitoral por lavada”, escreveu.

Documentos liberados

Alguns documentos já haviam sido liberados para congressistas. Um deles mostrava que Epstein alegava, em uma troca de e-mails, que Trump “sabia de tudo” e que o presidente americano havia “passado horas” em sua casa com uma vítima.

Outra mensagem mostra Epstein afirmando que Trump “sabia das meninas”. A Casa Branca, por sua vez, disse que esse era um “vazamento seletivo” dos e-mails, feito pra manchar a imagem de Trump.