O câncer enfrentado pelo ex-jogador Oscar Schmidt, que morreu aos 68 anos na sexta-feira (17), é um glioma, tipo de tumor cerebral que se origina nas células da glia, responsáveis por dar suporte aos neurônios. Esse é um dos tumores mais comuns do sistema nervoso central e pode variar de formas mais lentas a altamente agressivas.

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No Brasil, o tratamento desse tipo de câncer é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com acompanhamento integral desde o diagnóstico até terapias de alta complexidade, coordenadas por instituições como o Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Veja fotos de Oscar Schmidt

Como é feito o diagnóstico?

O primeiro passo é identificar o tumor. Pelo SUS, o paciente geralmente começa pela atenção básica e é encaminhado para exames especializados, como:

  • Ressonância magnética
  • Tomografia computadorizada
  • Biópsia do tecido tumoral

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Esses exames permitem confirmar o tipo de glioma e definir sua agressividade, o que é essencial para o planejamento do tratamento.

Quais são os tratamentos disponíveis?

O tratamento de gliomas no SUS segue protocolos clínicos definidos pelo Ministério da Saúde e pode envolver uma combinação de terapias, dependendo do estágio, localização e condições do paciente. Entre as principais opções estão:

Cirurgia

É, em muitos casos, o primeiro passo. O objetivo é retirar o máximo possível do tumor, reduzindo sintomas e melhorando a eficácia das terapias seguintes.

Radioterapia

Utiliza radiação para destruir células tumorais ou impedir seu crescimento. É frequentemente usada após a cirurgia ou quando a retirada total não é possível

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Quimioterapia

Emprega medicamentos para combater o câncer, podendo ser administrados por via oral ou intravenosa. Muitas vezes é combinada com a radioterapia.

Radiocirurgia e terapias-alvo

Técnicas mais modernas, indicadas em casos específicos, que permitem tratar áreas do cérebro com maior precisão.

Imunoterapia (em expansão)

Tratamentos que estimulam o sistema imunológico a combater o tumor estão sendo incorporados gradualmente ao SUS, ampliando as opções terapêuticas.

Tratamento é individualizado

No caso de Oscar Schmidt, o tratamento incluiu cirurgia, quimioterapia e acompanhamento prolongado.

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Isso acontece porque os gliomas podem ter comportamentos muito diferentes, segundo o Ministério da Saúde: alguns crescem lentamente, enquanto outros evoluem de forma agressiva, exigindo intervenções mais intensivas.

Como acessar o tratamento pelo SUS?

O acesso ao tratamento ocorre em etapas:

  1. Procura inicial em uma Unidade Básica de Saúde (UBS)
  2. Encaminhamento para especialista
  3. Realização de exames diagnósticos
  4. Referência para centros de alta complexidade em oncologia

Esses centros, como os hospitais vinculados ao Inca, oferecem atendimento multidisciplinar, incluindo neurologistas, oncologistas, cirurgiões, psicólogos e equipes de reabilitação.