O pré-candidato ao Senado em Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL) fez uma postagem nesta quarta-feira (13) em defesa do irmão, Flávio Bolsonaro (PL), após o vazamento de um áudio em que Flávio Bolsonaro (PL) pede dinheiro a Daniel Vorcaro para financiar o filme sobre a vida de Jair Bolsonaro (PL).

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“A CASA CAIU PARA FLÁVIO BOLSONARO – Veja a verdade sobre a ligação de Flávio com Vorcaro“, escreveu Carlos na legenda da postagem, que reproduz um vídeo do deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO).

No vídeo, Gayer diz que pedir dinheiro para um filme é uma prática “comum” e que o áudio foi trocado em 2024, quando Vorcaro era “apenas um banqueiro extremamente respeitado no Brasil”.

É comum isso acontecer, pedir dinheiro de financiadores, de empresas privadas ou pessoas privadas, para que esse filme fosse financiado. O Flávio Bolsonaro pediu ao Vorcaro, em 2024. Sabe por que? Em 2024 Vorcaro era apenas um banqueiro, extremamente respeitado no Brasil, inclusive estava ganhando prêmios, respeitado a ponto de circular nas casas das maiores autoridades do Brasil.

Carlos também usou as redes sociais para republicar a manifestação oficial de Flávio Bolsonaro, na qual ele admite o pedido de financiamento ao Banco Master, mas nega irregularidades e se coloca como “um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai”.

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— Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do Master — diz Flávio, na postagem.

Relembre caso do Banco Master

Entenda o que aconteceu

Registros divulgados pelo site Intercept Brasil nesta quarta-feira mostram mensagens entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, com uma negociação para que o banqueiro assumisse o compromisso de repassar 24 milhões de dólares — valor que equivalia, na época, a aproximadamente R$ 134 milhões — para financiar o filme.

Ao menos 10,6 milhões de dólares — cerca de R$ 61 milhões, considerando a cotação da moeda nas datas das transferências — já haviam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025, conforme o Intercept. O valor foi enviado em seis operações para custear o projeto cinematográfico ligado à família Bolsonaro.

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Daniel Vorcaro é acusado de comandar um esquema de fraude que provocou um prejuízo de R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Em 18 de novembro, um dia depois da prisão, o Banco Central (BC) decretou a liquidação do Banco Master.

Nota de Flávio na íntegra

Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet. Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do MASTER JÁ.