A casa noturna onde duas argentinas alegam ter sido estupradas e mantidas em cárcere privado foi interditada nesta sexta-feira (26). Após cumprir mandados de busca e apreensão no local, a Polícia Civil chamou órgãos de fiscalização que constataram uma série de irregularidades. O estabelecimento fica em Bombinhas.

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De acordo com a superintendente da Vigilância Sanitária de Bombinhas, Vanessa da Silva, o local estava em condições insalubres. Havia alimentos mal acondicionados e também vencidos. Uma foto tirada na cozinha da casa noturna mostra um produto vencido desde dezembro de 2022.

— Local sem condições sanitárias nenhuma de estar em funcionamento — afirmou.

A situação encontrada levou à cassação do alvará de funcionamento. A Polícia Civil frisou em nota que o espaço está “proibido de funcionar até a devida regularização”. A reportagem tentou contato com o Corpo de Bombeiros, mas até a publicação desse texto não obteve retorno.

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Inquérito de estupro e cárcere

O dono da casa noturna é alvo de uma investigação da Polícia Civil. O inquérito apura a denúncia de duas mulheres argentinas, de 21 e 22 anos, que alegam terem sido estupradas e mantidas em cárcere privado pelo homem de 49 anos.

Um mandado de busca foi cumprido nesta quinta-feira (25) e recolheu o telefone do suspeito e o sistema de armazenamento de imagens das câmeras da boate. As informações devem ajudar a esclarecer o caso. O homem não foi preso.

Elas receberam amparo do serviço social de Bombinhas. Uma delas voltou para a Argentina, com ajuda da prefeitura, e a outra optou por continuar morando no Brasil.

Fotos mostram vistoria da vigilância e cumprimento de mandado

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