Caso Amanda Albach: TJ nega recurso e trio acusado pela morte de jovem em SC vai à júri

Jovem foi morta em novembro de 2021 em Imbituba, no Sul de Santa Catarina, após ser obrigada a cavar a própria cova

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Amanda foi morta em agosto de 2021 (Foto: Facebook, reprodução)

Amanda foi morta em agosto de 2021 (Foto: Facebook, reprodução)

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) confirmou nesta terça-feira (28) que o trio acusado de matar Amanda Albach, de 21 anos, irá a júri popular. A jovem, que era natural do Paraná, foi morta em novembro de 2021 após vir para Imbituba, no Sul de Santa Catarina, para comemorar o aniversário de uma amiga que, junto com outros dois homens, é suspeita pelo crime. A data do julgamento não foi informada.

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A deliberação da 3ª Câmara Criminal do TJ manteve o entendimento da 2º Vara de Imbituba que, em agosto de 2022, já havia decidido pelo julgamento popular. Porém, a defesa dos acusados recorreu da decisão, que foi apreciada pelos desembargadores nesta semana.

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Amanda Albach já havia perdido dois irmãos por assassinato antes de morrer

No recurso, dois dos envolvidos pediram a anulação dos interrogatórios, das provas extraídas dos celulares dos parentes e da pronúncia do julgamento por falta de acesso à íntegra do conteúdo dos autos.

“Ao serem ouvidos, (nomes dos acusados) apresentaram versões contraditórias e incoerentes. A propósito, os elementos investigativos deram conta de que no dia 15 de novembro de 2021, o aparelho telefônico de propriedade de (nome da vítima) ainda encontrava-se na residência de (nome da ‘amiga’ e do namorado), conforme registros das ERB’s e extrato da geolocalização fornecido pelo facebook, o qual constou que, por volta das 15h30min daquele dia, (nome da vítima) ainda estava no endereço. (…) Em razão disso, havendo provas da materialidade e indícios de autoria e do animus necandi, não há falar na impronúncia neste momento” escreveu o desembargador e relator da matéria, Ernani Guetten de Almeida, em seu voto.

A decisão foi unânime e a defesa ainda pode recorrer da decisão junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). O trio responde pelos crimes de homicídio qualificado, cárcere privado, tortura e ocultação de cadáver.

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Em nota, o advogado Juan Felipe Berti, que defende os dois irmãos, disse que a equipe irá “avaliar a necessidade e adequação de interposição de recursos em face desse acórdão perante o Superior Tribunal de Justiça”.

“Podemos adiantar que as respeitáveis fundamentações da sentença, mantidas pelo acórdão ora proferido pelo tribunal, não se sustentam. Em que pese a gravidade dos crimes que são imputados aos acusados, o Estado não pode violar regras processuais e direitos fundamentais de primeira geração sob o pretexto de alcançar a realização da justiça, como ocorreu no caso. Reiteramos que Douglas confessou o crime de homicídio e ocultação de cadáver e negou os demais crimes, inclusive colaborando exaustivamente com as investigações. Já em relação a Victor, reiteramos a sua absoluta inocência, já comprovada nos autos através de prova técnica que será minudentemente demonstrada quando da realização do júri popular”, diz a nota.

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Já a advogada da mulher, Luana Cargnin, também informou que vai recorrer da decisão ao STF para “provar que ela não teve envolvimento na morte de Amanda Albach”.

Relembre o caso

O caso ocorreu em 15 de novembro de 2021. Conforme a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), Amanda saiu do Paraná, onde morava com a família, e foi para Imbituba para comemorar o aniversário de uma “amiga de infância”.

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No dia seguinte, a jovem, junto com a “amiga”, o namorado dela e o irmão do homem, foram em uma festa em um beach club de Florianópolis. Depois disso, os motivos para o assassinato divergem entre os acusados.

Conforme a investigação, Amanda foi morta porque, supostamente, pertencia a uma facção criminosa rival dos acusados. Em um dos depoimentos, a “amiga” diz que a jovem teria mostrado a foto de um fuzil em seu celular.

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Por conta disso, segundo a denúncia, o trio acreditou que a vítima tinha planejado uma emboscada na festa, já que no local os acusados teriam sido provocados por diversas pessoas. Eles, durante o depoimento, alegaram que fizeram o uso de drogas.

Ao retornar da festa, eles, então, teriam mantido Amanda em cárcere privado e a torturado. Depois, ela foi obrigada a mandar uma mensagem para a família e a cavar a própria cova em uma praia, antes de ser morta a tiros pelo namorado da amiga.

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Amanda ficou desaparecida por 18 dias até que o corpo foi encontrado em Imbituba após a prisão dos suspeitos em uma cidade gaúcha. 

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