O caso da falsa adolescente ganhou um novo capítulo nesta semana. Após a mulher de 37 anos fingir ter 12 e ser presa, ela acabou sendo denunciada pelo Ministério Público. Agora, caso a Justiça aceite a denúncia, Amanda Maria Souza de Oliveira vira ré pelos crimes de estelionato e falsa identidade, cometidos em Joinville. Ela segue presa desde a última terça-feira (2).

Continua depois da publicidade

Sobre o crime de estelionato, o MPSC narrou que ela obteve vantagem ilícita com o custeio integral de sua subsistência, incluindo moradia, alimentação, festa de aniversário, transporte público e fornecimento de medicamento alto custo, sendo ele Mounjaro, causando prejuízo para a família.  

Ainda de acordo com a denúncia, a mulher induziu as vítimas ao erro ao sustentar a identidade falsa e situações de vulnerabilidades fictícias.

“Para tanto, a denunciada simulou ser uma criança de 11 anos de idade, apresentando-se sob a identidade de ‘Gabriele Ferreira dos Santos’, narrando ter sido submetida a abusos graves por seu padrasto, rituais de bruxaria e uso forçado de hormônios em uma casa de prostituição infantil, além de relatar diversas condições de saúde, inclusive transtorno do espectro autista, e usar sua condição física (obesidade) para comover as vítimas”, narrou a denúncia.

A defesa de Amanda informou que recebe com serenidade a denúncia apresentada pelo Ministério Público. “Cumpre destacar que, na mesma decisão em que recebeu a denúncia, o Magistrado determinou a suspensão do processo até a realização de exame pericial pela Polícia Científica, agendado para o dia 26 de junho de 2026. Assim, até que o laudo pericial seja concluído e juntado aos autos, o processo permanecerá suspenso, aguardando o resultado da perícia”, ainda destacou o advogado Rafael Luiz Siewert.

Continua depois da publicidade

Mulher que fingiu ser adolescente vai passar por exame

O advogado de defesa solicitou à Justiça catarinense a realização de um exame psiquiátrico em Amanda, o que foi autorizado. O defensor explica que ainda não há data para que ela passe pela avaliação, pois a ação vai depender da Polícia Científica, que é responsável pela realização do teste.

Em entrevista ao NSC Total, Siewert explicou o que motivou o pedido de exame de sanidade mental à Justiça.

— Há informação nos autos que em um determinado momento que ela havia sido presa com 200 agulhas sobre a pele. Então, isso me chamou a atenção. Atrelado a isso, ela apresentava lesões também no corpo e quando ela é indagada, tanto por mim, na entrevista prévia, como pelo magistrado na hora da audiência, ela falou que tem problemas de automutilação — conta o advogado.