A Diretoria Colegiada da Anvisa retirou de pauta da 8ª Reunião Ordinária Pública da Diretoria Colegiada, realizada nesta quarta-feira (13), o recurso da Química Amparo, responsável pelos produtos da Ypê, contra a resolução que determinou as proibições aos produtos da marca Ypê. O assunto deve ser debatido novamente na próxima sexta-feira (15).
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Segundo o diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, a Anvisa e a Química Amparo estão realizando reuniões técnicas para a mitigação dos riscos sanitários identificados. A empresa teria apresentado os investimentos realizados, intensificou os esforços para a adequação das irregularidades e se comprometeu a apresentar medidas para a correção nesta quinta-feira (14), conforme explicou Safatle, para cumprir as determinações sanitárias.
— Reiteramos a recomendação de não utilização dos produtos listados na resolução e de buscar o SAC da empresa, o tema retornará para avaliação deste colegiado na próxima sexta-feira — disse.
Veja fotos sobre a polêmica da Ypê
O diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, iniciou a reunião falando sobre a disseminação da resolução da Anvisa nas redes sociais com notícias falsas e enganosas, destacando o “ambiente comunicacional fragmentado” que afeta a confiança das pessoas das medidas, segundo ele, e alertou para o “risco de politização de medidas de saúde”.
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— Não se trata apenas de comunicação, mas sim da proteção da vida […] Há uma linha clara entre o debate legítimo e a desinformação — disse.
Lote contaminado
Uma resolução da Anvisa proibiu a fabricação e venda de produtos da marca Ypê, em 5 de maio. A medida afetou os lotes desses com numeração final 1 do detergente lava-louças, sabão líquido para roupas e desinfetante.
A Química Amparo, empresa responsável pelos produtos da marca, recorreu da resolução, mas afirmou, no início da semana, que permaneceu com a produção suspensa.
Por que os produtos foram suspensos?
A determinação cita um risco sanitário, com possibilidade de contaminação microbiológica, presença indesejada de bactérias que podem causar doenças. Segundo a Anvisa, O risco é considerado maior em pessoas com imunidade comprometida ou em caso de contato do produto com mucosas e ferimentos, por exemplo.
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A conclusão foi tomada após inspeções da Anvisa em conjunto com o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo e a Vigilância Sanitária de Amparo, cidade do interior paulista onde fica a fábrica da Química Amparo. A vistoria teria identificado descumprimentos de etapas de controle de qualidade.
Em nota ao NSC Total, a Anvisa afirmou que toda a avaliação de risco sanitário foi feita com base nas situações encontradas em vistorias da Anvisa, do Estado de São Paulo e do município de Amparo. A agência pontuou também que “a circulação de fake news prejudica o próprio consumidor, induzindo a erros e expondo a saúde dessas pessoas a riscos desnecessários”.








