O Governo Federal oficializou a revogação do aumento do Imposto de Importação sobre smartphones e notebooks. A medida, que fazia parte de um pacote para reforçar o caixa da União em R$ 14 bilhões, foi cancelada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) menos de um mês após sua implementação, o que sinaliza uma prioridade do Palácio do Planalto em conter o desgaste político e riscos inflacionários.
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O projeto original e a reação do mercado
Anunciada no final de janeiro pela Resolução Gecex nº 852, a proposta inicial previa a elevação da taxação de mais de 1.200 itens. No caso de celulares e computadores, a alíquota subiria de 16% para 20%.
Embora o Ministério da Fazenda e a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) defendessem a medida como forma de proteger a indústria nacional, especialistas e oposição alertaram para o repasse imediato de custos:
- Impacto direto: estimava-se um aumento mínimo de R$ 160,00 em aparelhos de entrada.
- Vigência curta: a regra esteve em vigor apenas desde o dia 6 de fevereiro.
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A cronologia do recuo
A crise durou exatos 30 dias. Entre a publicação da Resolução 852, no fim de janeiro, e o recuo oficial em 27 de fevereiro, o Palácio do Planalto enfrentou forte resistência no Congresso e nas redes sociais.
Diante da proximidade das eleições municipais e do risco de inflação no setor de eletrônicos, o governo optou por renunciar à arrecadação imediata para preservar sua base de apoio e popularidade.
*Editado por Nicoly Souza.






