Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, é a cidade com o maior número de mortes por dengue no Estado. Até esta terça-feira (12), quatro óbitos decorrentes da doença foram registrados no município, segundo a prefeitura – dado que indica o maior número de mortes pelo vírus na cidade há mais de cinco anos.

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Os números divulgados pelo Estado, no entanto, afirmam que dois, dos quatro óbitos, ainda seguem em investigação. Apesar disso, a diferença não tira o município do topo entre as cidades catarinenses com maior número de mortes e moradores infectados. 

Segundo o superintendente da Diretoria de Vigilância Sanitária (Dive-SC), Eduardo Macário, a situação ocorre por conta de um atraso na digitalização dos dados, por parte do município, no sistema utilizado pelo governo de SC. 

O município, que está em situação de epidemia, contabilizou, até o momento, 2.092 casos confirmados de dengue. O alto número não coloca Chapecó como a cidade catarinense com maior número de casos por conta da falha de sistema, que deixou de registrar parte das notificações. 

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De acordo com a Dive, a cidade com mais pessoas infectadas é Maravilha, que registrou 1.304 confirmações. Segundo o órgão, em Chapecó há 117 casos confirmados – número 17 vezes menor do que o registrado pela prefeitura.

O município afirmou que faz mutirões com voluntários universitários e agentes da saúde para controlar os focos do mosquito. Além disso, a Vigilância Sanitária está multando as pessoas notificadas que não tomaram as medidas necessárias a partir da primeira visita. O bairro Efapi é o local mais afetado, atrás de Eldorado, São Cristovão e Bela Vista.

Segundo a prefeitura, o problema é considerado crônico pelo município e a situação se repete anualmente. O virologista Daniel Mansur explica que combater o vírus não é algo fácil, até por não haver uma vacina. 

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Por esse motivo, técnicas tradicionais não são suficientes para o combate, já que o tipo de urbanização que existe em Santa Catarina torna a situação mais difícil de ser resolvida.

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— Impedir o avanço da dengue sem vacina efetiva é muito complicado. Por enquanto tem que ser com controle do vetor, mas isso exige muita disciplina. Penso que o governo deva incentivar uma boa educação por parte dos catarinenses — afirmou o especialista. 

Casos em SC

De acordo com dados divulgados pela Dive, 100 municípios catarinenses já registraram pelo menos um caso de dengue, desde o início do ano, e 210 apresentaram focos do mosquito. São 9.422 pessoas infectadas e cadastradas pelo Governo do Estado. 

Do total, casos confirmados, 7.515 são autóctones, 71 importados, 111 indeterminados e 1.725 em investigação. A situação de epidemia se estende a 21 municípios.

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