A chegada do El Niño, com previsão de chuvas intensas nos próximos meses, fez com que uma tradicional festa de Santa Catarina, que aconteceria em julho deste ano, fosse adiada para 2027. Trata-se da Festa da Polenta de Rio do Oeste, cidade do Vale do Itajaí. A preocupação da organização do evento está relacionada às questões climáticas e instabilidades trazidas pelo El Niño.

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O fenômeno El Niño é conhecido por favorecer as instabilidades no Sul, onde as frentes frias e ciclones encontram ambiente mais favorável. O resultado: episódios prolongados de chuva e mais chance de temporais

Considerando as previsões climáticas relacionadas à chegada do fenômeno El Niño, que indicam riscos de fortes chuvas e possíveis enchentes para a região de Rio do Oeste, a prefeitura da cidade, em conjunto com a Comissão Organizadora, comunicou que a edição que aconteceria nos dias 17, 18 e 19 de julho foi transferida para o ano de 2027.

“A decisão foi tomada de forma preventiva e responsável. […] Neste momento, a Administração Municipal entende que é fundamental direcionar esforços para ações de prevenção, preparação e cuidado com a nossa população diante de uma eventual situação climática adversa”, citou o comunicado feito pelas redes sociais da prefeitura.

Ainda, a administração municipal cita a importância da Festa da Polenta para a cultura, tradição e economia do município, mas  que, acima de tudo, a segurança e o bem-estar das famílias devem ser prioridade.

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Veja o comunicado

El Niño deve trazer mais chuva e temporais para SC

O El Niño, fenômeno climático provocado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, deve começar a influenciar Santa Catarina ainda no inverno deste ano

Informações apresentadas no 241º Fórum Climático Catarinense indicam que há mais de 80% de chance de o fenômeno se estabelecer entre junho e agosto, antes do previsto inicialmente para a primavera.

Conforme a Defesa Civil, com a evolução do El Niño, a tendência é de aumento gradual das chuvas e das instabilidades no Estado a partir de junho. As projeções indicam temporais mais intensos, volumes de chuva acima da média e períodos de frio menos duradouros durante o inverno

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O maior impacto, porém, deve ocorrer entre setembro e novembro, quando o fenômeno tende a ganhar força e favorecer precipitações ainda mais expressivas no Sul do Brasil.