Três pacientes diagnosticados com glioblastoma — um tipo altamente agressivo de câncer cerebral — receberam implantes de chips, projetados especificamente para detectar e combater a evolução de tumores em tempo real.

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O tratamento é o primeiro teste em humanos do SOMA, dispositivo desenvolvido pela startup norte-americana de longevidade Coherence Neuro. O projeto possui fortes laços com o ex-trilionário Elon Musk: Matthew MacDougall, o neurocirurgião-chefe da Neuralink, é um dos principais investidores e conselheiros médicos do projeto.

Monitoramento contínuo contra tumores

Segundo a Wired, os testes iniciais de segurança foram realizados no Royal Melbourne Hospital, na Austrália. Os chips permaneceram ativos no tecido cerebral dos pacientes por cerca de 30 minutos durante as cirurgias de remoção dos tumores.

Do tamanho de uma moeda, o chip monitora e administra estímulos contínuos conforme o estado dos tumores, enviando dados para o usuário avaliar o estado. O produto ainda demanda anos de pesquisa clínica e testes definitivos até a aprovação, mas pode representar um avanço das interfaces cérebro-computador no tratamento de doenças.

Por que deve funcionar?

À esquerda, homem com transmissor de sinais atrás da cabeça; na direita, o conceito do chip, do tamanho de uma moeda
Chip da Coherence Neuro é do tamanho de uma moeda e, quando disponível, terá um implante externo que transmitirá sinais (Foto: Divulgação)

Ben Woodington, CEO e cofundador da Coherence Neuro, explica que o câncer funciona como uma falha de rede elétrica no cérebro. O chip foi desenhado para identificar esses sinais biológicos 24 horas por dia e, no futuro, emitir estímulos capazes de paralisar o crescimento celular desordenado.

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O grande trunfo do implante SOMA é enxergar o câncer sob a perspectiva dos pulsos elétricos da atividade cerebral, e não apenas em imagens. “Tumores não esperam pela sua próxima ressonância magnética”, explicou à Wired.

Qual o interesse de Elon Musk na empresa?

Tanto a Coherence Neuro quanto a Neuralink estudam interfaces cérebro-computador para fins de saúde. A empresa de Musk estuda os mesmos tipos de implantes para recuperação de acessibilidade motora e visão e os avanços da startup australiana representam descobertas em potencial.