O ciclone subtropical que estava em formação na costa do Rio de Janeiro na última sexta-feira (16) se intensificou e foi reclassificado como Tempestade Tropical “Akará”, nesta segunda (19). No entanto, segundo a Marinha Brasileira, o centro do ciclone está posicionado distante da costa, em alto mar, a aproximadamente 650 km a sudeste de Florianópolis.

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“Tempestades tropicais como a “Akará” são raras no Brasil, porque precisam de temperaturas mais elevadas no mar para se formarem, e normalmente no Atlântico Sul as temperaturas não são tão altas quanto em outros locais do globo, como a América Central, por exemplo”, explica a Epagri/Ciram. Conforme a Epagri, na região sul do Brasil é mais comum se observar os ciclones extratropicais, principalmente durante o inverno.

Rota e impactos da “Akará”

A tempestade “Akará” está se deslocando para a região sul, mas deve perder força gradualmente devido à temperatura da água, que se encontra mais baixa em relação à costa do sudeste, onde o sistema se originou.

O impacto mais significativo da tempestade é esperado também em alto mar, onde há expectativa de ondas entre 3 e 4 metros de altura, aumentando o risco para navegação e pesca. Nas proximidades do litoral catarinense não há influência do ciclone e a ondulação permanece variando entre 1,5 e 2 metros de altura. Nestas mesmas regiões os ventos sopram com valores médios entre 20 km/h e 30 km/h, e rajadas de até 50 km/h.

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Caso esse sistema ganhasse força suficiente, poderia evoluir para categoria de furacão, como ocorreu com o Catarina, em 2004. Porém, segundo o meteorologista Marcelo Martins, da Epagri/Ciram, é pouco provável que isso aconteça.

— A chance é bem pequena. Por que? Porque ele está indo ao sul. Ao sul a temperatura do superfície do mar é fria, gelada, então acaba não tendo uma condição favorável. A tendência dele é se dissipar — diz o especialista.

Cuidados em caso de ocorrências meteorológicas

*Sob supervisão de Andréa da Luz

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