Um ciclone extratropical deve se formar entre quarta (6) e quinta-feira (7), provocando chuva forte e ventos intensos no Sul do Brasil, além de Mato Grosso do Sul e São Paulo. A frente fria associada ao sistema pode causar temporais e ventos de até 100 km/h.
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Meteorologista aponta ciclone bomba
Segundo o meteorologista Matheus Manente, do portal Meteored, há possibilidade de o sistema evoluir para um ciclone bomba, caso ocorra uma queda rápida da pressão atmosférica em um curto intervalo de tempo — característica desse tipo de fenômeno.
Conforme a previsão do meteorologista, a pressão central do ciclone pode cair muito rapidamente, de 994 para 970 hPa em apenas 24 horas, entre a sexta-feira (8) e o sábado (9). Esse desenvolvimento rápido pode resultar na classificação de ciclone bomba, o que ocorre quando a pressão central de um sistema cai pelo menos 24 hPa em 24 horas.
Segundo o meteorologista, os maiores acumulados de chuva previstos estão sobre o Uruguai, o Mato Grosso do Sul e o Paraná, onde as chuvas podem ultrapassar os 200 mm totais. As rajadas de vento podem variar entre 80 km/h e 100 km/h, especialmente na sexta-feira (8). Isso pode ocasionar a queda de árvores, placas e objetos altos, e torres de transmissão.
Até a noite de terça-feira (5), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) não havia publicado alertas para o período do ciclone.
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O que é um ciclone bomba?
De acordo com a Defesa Civil de Santa Catarina, o termo “ciclone bomba” se refere a um sistema que se intensifica rapidamente, com uma queda significativa de pressão em pouco tempo.
Para Santa Catarina, conforme a Defesa Civil, os efeitos esperados são chuva associada à passagem da frente fria e, na sequência, a entrada de uma massa de ar frio, com queda acentuada das temperaturas.
“Isso não significa, por si só, que haverá impactos, os efeitos dependem principalmente da posição e da atuação do sistema”, diz a Defesa Civil.
Os principais desastres naturais do país
Qual a rota do ciclone extratropical?
De acordo com a Climatempo, o sistema começa a se organizar na quarta-feira, com uma área de baixa pressão no centro-norte da Argentina. Na quinta-feira (7), a frente fria já estará formada entre Argentina, Uruguai e o Sul do Brasil, com temporais atingindo o Rio Grande do Sul.
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Na sexta-feira (8), a chuva avança por Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul, enquanto o ciclone se intensifica sobre o leste da Argentina e o Uruguai, com ventos que podem passar dos 100 km/h nessas áreas.
No sábado (9) e no domingo (10), o sistema segue atuando próximo à Argentina, enquanto a frente fria avança pelo Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. Nesse período, uma massa de ar polar ganha força e derruba as temperaturas em grande parte do país.












