Para conter erosões costeiras que ameaçam praias de Barra Velha, o município do Litoral Norte catarinense estuda o alargamento de praias. Na última semana, o prefeito Daniel Pontes da Cunha (PSD) foi até o Rio de Janeiro para conversar com técnicos do Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH) para debater os fenômenos meteorológicos que provocam, há cerca de 30 anos, a redução da orla.
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Os técnicos do INPH reuniram as informações repassadas pelos representantes do município e irão elaborar um levantamento prévio para apresentar, nos próximos dias, uma proposta de mitigação da erosão costeira.
Conforme a prefeitura de Barra Velha, todas as praias da cidade que apresentam problemas de erosão serão contempladas no projeto, como a Praia da Península, Central, Praia do Sol, Tabuleiro, Grant e Pedra Branca.
Veja fotos da Praia da Península
A ampliação é a mesma que já ocorreu na cidade vizinha Balneário Piçarras. Em apenas 75 dias, a Praia Central recebeu uma megaobra de alargamento da faixa de areia. A obra foi realizada em um trecho de dois quilômetros entre a Avenida Getúlio Vargas e o molhe da Barra do Rio Piçarras.
Agora, Balneário Piçarras busca melhorias da infraestrutura da praia no sentido Norte da cidade, na região de Itacolomi. O prefeito Tiago Baltt (MDB) também participou da reunião com o INPH e debateu alternativas e análises técnicas que possam contribuir para a valorização da orla.
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O instituto é especialista em estudos ligados à infraestrutura aquaviária e à proteção de áreas costeiras. De acordo com a prefeitura de Barra Velha, os estudos e os futuros projetos não terão custos ao município se realizados pelo INPH.
Erosões costeiras ameaçam Barra Velha
Imóveis, praias e ruas de Barra Velha são atingidos de forma recorrente por erosões costeiras causadas por ressacas marítimas. A situação levou a prefeitura da cidade a decretar estado de emergência em diversas oportunidades ao longo dos últimos anos.
Conforme o município, os efeitos das últimas ressacas resultaram em danos à infraestrutura costeira, erosão de orlas e riscos a edificações próximas ao mar, além de bloqueios frequentes dos acessos viários. Os pontos mais críticos são a Praia da Península e a Praia das Pedras Brancas e Negras, que apresentam risco muito alto.
Praia corre o risco de “desaparecer” em menos de 50 anos
A Praia da Península foi pensada para abrigar edificações de alta padrão e ser um atrativo para investidores em Barra Velha. Os registros públicos mostram que a região é habitada há muitos anos e já tinha moradores quando a cidade foi emancipada em 1961.
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Nos últimos anos, a praia tem sido alvo constante de erosões costeiras. Fotos de satélite e registros históricos mostram que o mar vem, ano após anos, erodindo a faixa de areia e se aproxima da rua e residências.
Baseado em diferentes dados científicos já publicados e revisados, o mapa da Climate Central mostra todos os locais que estarão abaixo do nível da água no futuro. O NSC Total separou imagens que mostram como deve estar a Praia da Península nos anos de 2030, 2040 e 2050, segundo o banco de dados.
Veja projeções da Climate Central para a Praia da Península
O que causa a erosão costeira
A erosão costeira é o processo de perda da terra ou a remoção de areia, sedimentos e rochas da linha costeira, de acordo com o professor Paulo Horta, dos programas de pós-graduação em Ecologia e Oceanografia, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Conforme o professor, esse fenômeno é causado pela força das ondas, das correntes, do vento e das marés. A situação, no entanto, é agravada pela ação humana e pelos impactos das mudanças climáticas, como a elevação do nível do mar e o aumento da intensidade e frequência de eventos extremos.
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