Jaraguá do Sul, a cidade do Norte catarinense que viu a multinacional WEG nascer, alcançou o posto como o município menos violento do Brasil. Os dados do Atlas da Violência 2026 foram divulgados nesta terça-feira (26), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), e leva em consideração os municípios com população acima de 100 mil habitantes.
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O relatório produzido analisa os indicadores de letalidade e criminalidade no Brasil até o ano de 2024. De acordo com o Atlas da Violência 2026, Jaraguá do Sul é a cidade com a menor taxa de homicídios, com dois a cada 100 mil habitantes. À época dos dados, o município possuía cerca de 195,7 mil habitantes.
Confira fotos de Jaraguá do Sul, cidade menos violenta do país
Os dados apontam que três homicídios foram registrados em 2024 na cidade catarinense, que teve dados mais positivos em relação às outras cidades do país. Em comparação, a taxa média dos 20 municípios menos violentos foi de 4,9 homicídios, enquanto a dos 20 mais violentos chegou a 64,7.
Confira o ranking das 10 cidades menos violentas do país
- Jaraguá do Sul (SC): 2 homicídios por 100 mil habitantes;
- Brusque (SC): 2,6 homicídios por 100 mil habitantes;
- Santa Bárbara D’oeste (SP): 3,2 homicídios por 100 mil habitantes;
- Lavras (MG): 3,6 homicídios por 100 mil habitantes;
- Bragança Paulista (SP): 3,8 homicídios por 100 mil habitantes;
- Itatiba (SP): 4 homicídios por 100 mil habitantes;
- Birigui (SP): 4,1 homicídios por 100 mil habitantes;
- Ituiutaba (MG): 4,7 homicídios por 100 mil habitantes;
- Atibaia (SP): 4,8 homicídios por 100 mil habitantes;
- Votuporanga (SP): 5 homicídios por 100 mil habitantes;
Qual é a cidade mais violenta do Brasil?
Em contrapartida ao exemplo de Jaraguá do Sul, a cidade de Maranguape, no Ceará, foi considerada como a mais violenta do país, com uma taxa de 87,2 homicídios. Já no cenário estadual, Itajaí, no Vale, aparece como a mais violenta entre as cidades catarinenses, com 16,4 homicídios a cada 100 mil habitantes.
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O que pode explicar o resultado
Por apresentar os dados em relação à violência como foco principal, o Atlas não detalha os motivos individuais para o registro dos resultados de cada município. Apesar disso, o relatório traz contexto regional e fatores gerais que podem ter gerado influência nos dados.
Nesse sentido, Jaraguá do Sul está inserida em Santa Catarina, que é identificado pelo relatório como o Estado com a menor letalidade estimada do Brasil, em uma taxa de 8,8 homicídios a cada 100 mil habitantes. Além disso, o Estado é um dos únicos três, junto com o Distrito Federal e Goiás, que conseguiram reduções anuais sucessivas na taxa de homicídios no período de 2019 a 2024.
Ainda, de maneira geral, o documento atribui a queda e os baixos índices de homicídios em certos territórios ao aprimoramento da gestão de segurança.
Os dados também indicam que a violência letal é profundamente desigual no território brasileiro, concentrando-se em regiões historicamente mais pobres do Norte e Nordeste. Em contraste, as regiões Sul e Sudeste, onde se localizam os 20 municípios menos violentos do país, apresentam indicadores socioeconômicos e de segurança geralmente mais favoráveis, conforme o Atlas da Violência.
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O Atlas da Violência é uma plataforma e publicação realizada em parceria entre o próprio Ipea, fundação pública vinculada diretamente ao Ministério do Planejamento e Orçamento do Governo Federal e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
Cidade menos violenta sede da gigante WEG
O ano de 2025 foi importante para a WEG, multinacional sediada em Jaraguá do Sul. No período, a companhia consolidou ainda mais a sua presença no mercado e se consagrou como a líder global em motores elétricos industriais de baixa tensão. No último ano, a empresa também produziu mais de 19 milhões de motores nos seus 67 parques fabris, distribuídos em 18 países.
Conforme o Relatório Anual Integrado 2025, o último ano também foi marcado por avanços estratégicos relevantes para a WEG. Além dos 19 milhões de motores fabricados, a companhia também produziu mais de 15 milhões de litros de tintas em apenas 12 meses.
Desde a sua fundação, em 1961, a WEG cresceu tanto que os fundadores conquistaram fortunas bilionárias ao longo dos anos. Em 2014, Eggon, Werner e Lilian Werninghaus (viúva de Geraldo Werninghaus) se tornaram os primeiros catarinenses a integrar a lista de bilionários da revista Forbes.
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Na época, a fortuna de cada um era estimada em 1,3 bilhão de dólares, o que os posicionou na 1.284ª posição em uma lista com 1.645 nomes.
Atualmente, os netos dos fundadores já compõem a lista. Em março de 2026, Amelie Voigt Trejes, neta de Werner Ricardo Voigt, se tornou a nova bilionária mais jovem do mundo, conforme a Forbes.
*Sob supervisão de Luana Amorim








