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    Evolução da pandemia

    SC tem 22 entre as 357 cidades do país sem mortes por covid-19

    Estado é o 5º entre os 16 com mais municípios nesta condição

    11/02/2021 - 05h00

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    Cristian Edel
    Por Cristian Edel Weiss
    Em Angelina, na Grande Florianópolis 263 já tiveram coronavírus, mas não houve mortes
    Em Angelina, na Grande Florianópolis 263 já tiveram coronavírus, mas não houve mortes
    (Foto: )

    Santa Catarina é o 5º entre 16 Estados com mais cidades sem mortes por covid-19 até esta quarta-feira. O estado tem 22 municípios entre os 357 do país nessa condição, segundo o Ministério da Saúde e as Secretarias Estaduais de Saúde. O número reduziu nesta terça-feira, com inclusão de Princesa, no Oeste, após a confirmação da morte de uma mulher de 91 anos, ocorrida na última segunda-feira, e de um homem de 87 anos de Saudades, ocorrida em 6 de fevereiro.

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    Os Estados com mais cidades sem registrar óbitos por complicações causadas pelo coronavírus são Minas Gerais (100), Rio Grande do Sul (64), São Paulo (24), Paraná (23) e Santa Catarina (22). As regiões Sudeste e Sul são as que apresentam maior número de municípios nessa condição, 124 e 109, respectivamente. Já a região Norte tem apenas 15 cidades.

    Em Santa Catarina, das 22 cidades, 14 ficam no Oeste do Estado, 3 na Grande Florianópolis, 3 na Serra, 1 no Vale do Itajaí e 1 no Sul. Na região Norte, no entanto, todos os municípios já registraram óbitos por covid-19.

    Apesar de estarem livre de mortes, todas as 22 cidades registraram ao longo da pandemia pelo menos 29 casos de coronavírus, caso de Cunhataí, no Oeste, e até 305 pacientes com o vírus, como em Mondaí, também no Oeste. 

    Além disso, apenas uma não tem casos ativos, que estão em tratamento contra a covid-19 e podem transmitir o coronavírus. É Barra Bonita, na região de São Miguel do Oeste, que já teve 52 casos entre os 1.677 habitantes, mas todos estão curados.

    Regiões Oeste e Grande Florianópolis aplicaram mais vacinas contra a covid-19 por morador

    Proporcionalmente ao total de municípios existentes, 7,46% das cidades catarinenses estão livres de óbitos por covid-19. Os maiores índices são do Rio Grande do Sul (12,88%) e de Minas Gerais (11,72%).

    Em três Estados, há apenas um município sem mortes causadas por coronavírus. Permanecem nessa condição as cidades de Santa Rita do Pardo, de 7,8 mil habitantes, no Mato Grosso do Sul; São Brás, de Alagoas, com 6,9 mil habitantes; e Água Azul do Norte, no Pará, onde vivem 27,4 mil pessoas.

    Maioria das cidades têm população inferior a 5 mil pessoas e aspectos similares

    Dos 357 municípios sem mortes no país, 353 são cidades do interior, ou seja, não pertencem a uma região metropolitana. Apenas 1 município tem mais de 20 mil habitantes, Água Azul do Norte, no Pará. 

    Outros 24 têm entre 10 mil e 19 mil pessoas, 67 têm entre 5 mil e 9 mil, 220 entre 2 mil e 4 mil habitantes e 51 tem menos de 2 mil moradores.

    Em Santa Catarina, a exceção é Mondaí, no Oeste, que tem 11,7 mil habitantes. Todas as demais 21 cidades sem mortes têm entre 1.505 e 4.801 moradores, segundo o IBGE. Seis deles têm menos de 2 mil pessoas: Paial, Flor do Sertão, Tigrinhos, Barra Bonita, Ibiam e Cunhataí, todos no Oeste Catarinense. 

    Na avaliação do geógrafo Eduardo Werneck Ribeiro, professor do Instituto Federal Catarinense e integrante da Rede Nacional de Geógrafos para Saúde, que analisa os efeitos da pandemia no espaço geográfico do país, uma das explicações para esses municípios restarem entre os últimos sem mortes por covid-19 está na dinâmica dessas cidades. 

    Algumas são rurais e outras localizadas em volta de regiões metropolitanas, mas são cidades menores, dependentes de serviços de centros maiores, a circulação de pessoas dentro delas é baixa e tende a contribuir para um isolamento social natural. 

    – Podem ser consideradas cidades que procuram por serviços de saúde de baixa e média complexidade. A demanda delas por serviços pode tê-las isolado. Como os centros estavam lotados (de outras cidades), a circulação nelas foi pouca, obrigando-as um distanciamento social involuntário. Suponho que os poucos que saíram e se contaminaram devem ser os que dependem do trabalho na cidade próxima ou não respeitaram os protocolos de distanciamento – contextualiza Werneck Ribeiro.

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