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Pandemia

Cinco das 6 grandes regiões de SC têm aumento de casos ativos de covid-19

Crescimento nos últimos sete dias chega a ser de 14% no total de pessoas em tratamento contra o coronavírus

15/04/2021 - 05h32 - Atualizada em: 15/04/2021 - 14h05

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Cristian Edel
Por Cristian Edel Weiss
Municípios da Serra Catarinense tiveram maior aumento proporcional de casos ativos em 7 dias
Municípios da Serra Catarinense tiveram maior aumento proporcional de casos ativos em 7 dias
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Em 5 das 6 grandes regiões de Santa Catarina, houve crescimento de até 14% no número de pessoas em tratamento contra a covid-19 nos últimos sete dias. O Estado registrou 20.819 casos ativos nesta quarta-feira (14), apesar de o número estadual ter oscilado pouco em relação a sete dias atrás – crescendo somente 0,4% – é em algumas regiões que se observa variações importantes na última semana, conforme os dados da Secretaria de Estado da Saúde.

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A Grande Florianópolis foi a única grande região a demonstrar redução no número de casos ativos: 17%. Os municípios do entorno da Capital somam agora 2.893 pessoas em tratamento contra a covid-19, cerca de 600 a menos do que há 7 dias. 

Em contrapartida, a Serra Catarinense apresenta crescimento de 14,4% no total de casos ativos em uma semana. Somente nos 18 municípios que compõem a microrregião de Lages, conforme divisão oficial do IBGE, o aumento foi de 12,59% no período. Já nas 12 cidades da microrregião de Curitibanos, foi de 20%.

O Planalto Norte, que enfrenta a maior fila de espera do leitos de UTI no Estado, teve 6% de aumento no indicador em 7 dias. São 295 novas pessoas a se tratar da covid-19 simultaneamente. Só na microrregião de São Bento do Sul, chega a 35,9% o aumento em 7 dias, seguido dos municípios do entorno de Canoinhas, que registraram alta de 23,15%.

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O Planalto Norte é a região que concentra o maior número de pessoas com o vírus ativo. São 4.713 pacientes nessa condição. Logo atrás está o Vale do Itajaí, com 4.563, que teve aumento 1,6% nos últimos 7 dias.

Mesmo o Oeste, epicentro da crise hopitalar em fevereiro e início de março e que conseguiu uma rápida redução de casos ativos, apresenta nova tendência de alta. São 3,34% a mais do que há 7 dias.

Cidades com mais casos ativos

Joinville 2291

Florianópolis 1223

Blumenau 993

Criciúma 704

Jaraguá do Sul 681

Lages 673

São José 587

Palhoça 474

Chapecó 459

Itajaí 390

Tubarão 382

Rio do Sul 320

Fraiburgo 308

Balneário Camboriú 301

São Bento do Sul 264

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Estado tem estagnação em patamares elevados na ocupação de UTIs

O pico de casos ativos ativos no Estado foi atingido em 6 de março, quando ultrapassou a marca de 39 mil. Desde então, apresentou uma queda gradativa até o dia 5 de abril, quando começou a estagnar. Nessa data, o Estado tinha alcançado 20 mil casos ativos, marca que só reduziu no fim de semana, quando a conta é influenciada para baixo devido ao processamento menor de exames por parte da Secretaria de Saúde.

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O número ainda é muito elevado. No primeiro pico da pandemia, registrado em agosto, o Estado tinha pouco mais de 13 mil casos ativos, o suficiente para gerar um índice de ocupação das UTIs em torno de 90%, que só baixou em meados de setembro. 

A atual estagnação em patamares elevados também é vista no sistema hospitalar. Há 50 dias, as UTIs do Sistema Único de Saúde (SUS) registram mais de 90% de ocupação dos leitos. Nesta quarta, o índice era de 96,6%, considerando leitos adultos, pediátricos e neonatais. Somente nos adultos, sobe para 98,2% de lotação.

Mesmo considerando também hospitais privados, a soma de internados em terapia intensiva por covid é elevada. São 1.160 no total, sendo 1.008 pelo SUS e 152 nos hospitais particulares, mas a soma tem ficado acima de 1 mil pessoas há 41 dias consecutivos.

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A fila de espera por um leito vago na UTI, que começou a ser divulgada em 3 de março pela Secretaria de Estado da Saúde, também apresenta resistência para ter redução consistente. Eram 134 pessoas nessa condição na quarta-feira, duas a mais do que no dia anterior. 

Desde o dia 7 de abril, são menos de 200 pessoas na fila, que já chegou a ter 457 em 17 de março. Ainda assim, a redução tem perdido o ritmo na última semana. As regiões Norte e Sul são as que mais preocupam, com 73 e 42 pacientes aguardando uma vaga na terapia intensiva, respectivamente.

Os dados completos por cidade estão disponíveis no Painel do Coronavírus.

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