Uma cobra-coral verdadeira assustou moradores ao invadir uma casa de Jaraguá do Sul, no Norte catarinense. O animal, extremamente venenoso, se escondeu dentro de um dos quartos e mobilizou a equipe da Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente (Fujama).

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Após se deparar com o animal, considerado um dos mais venenosos do Brasil, a família acionou ajuda. O registro foi publicado pelo biólogo Christian Raboch Lempek, que foi até o local resgatar a cobra-coral.

Confira fotos do resgate da Coral

No vídeo, o profissional explica que não é possível pegar a cobra diretamente com a pinça. Já com o gancho, outro equipamento utilizado nos resgates de cobras, o manejo é mais complicado, por conta da velocidade do animal, mas pode ser feito.

— Tu fica na tentativa e erro, tentativa e erro, até que consegue pegar ela e equilibrar no gancho — diz.

O animal foi resgatado em segurança e devolvido à natureza após o susto.

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Assista ao vídeo completo do resgate

Como diferenciar uma cobra-coral verdadeira e falsa

A coral verdadeira apresenta, em geral, as colorações em tons vermelhos, amarelo, laranja e branco, em anéis ou manchas que podem variar entre castanho-escuro e negro. Essa espécie possui cabeça oval, coberta por grandes escamas, olhos pequenos e pretos, corpo cilíndrico com escamas lisas, além da cauda curta e roliça. 

A cobra coral verdadeira provoca sérios riscos para quem é picado. Seu veneno possui atividade neurotóxica, ou seja, o efeito bloqueia o sistema neuromuscular e causa insuficiência respiratória, visão turva, dificuldades para deglutição e vômito. 

O tratamento para este tipo de ataque deve ser realizado em hospitais e postos de atendimento, considerando a situação grave.

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Já a falsa coral é encontrada amplamente no Brasil, sendo a Erythrolamprus aesculapii uma das 52 espécies não peçonhentas com padrões da serpente coral, ou então de coloração vermelha, por isso são denominadas falsas.

Comum em diferentes regiões do país, a falsa coral apresenta hábitos noturnos e terrícolas. Quando jovem, essa espécie se alimenta de pequenos lagartos e, quando adulta, de outras cobras.

Uma das formas de defesa da falsa coral é a capacidade de achatar seu corpo e enrolar a cauda, comportamento realizado pela espécie verdadeira. Por não se tratar de uma cobra peçonhenta, esse tipo não está envolvido em acidentes graves. 

*Sob supervisão de Leandro Ferreira