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Sem grana

Com sede em Florianópolis, Peixe Urbano soma dívidas e não pode pagar demissões

Empresa teria R$ 50 milhões em dívidas, segundo coluna publicada pelo O Globo

20/02/2021 - 09h04 - Atualizada em: 20/02/2021 - 09h15

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Redação
Por Redação DC
Peixe Urbano
Peixe Urbano
(Foto: )

Com sede em Florianópolis, a empresa Peixe Urbano está afogada em dívidas e não tem dinheiro para fazer demissões, de acordo com coluna publicada pelo O Globo na terceira edição deste sábado (20), Nicolás Leonicio, admitiu em reunião interna a falta de dinheiro da empresa. Segundo o jornal, a empresa tem pelo menos R$ 50 milhões em dívidas, os salários já estariam atrasados e o 13º não havia sido pago.

Conforme as informações divulgadas pelo O Globo, uma reunião foi convocada para contar aos celetistas que eles receberiam apenas 40% do pagamento do benefício. Já quem trabalhava como PJ para a empresa não receberia nada.

Não temos dinheiro sequer para demití-los [os funcionários]

Nicolás Leonicio, CEO da Peixe Urbano

Metade da dívida do site seria com mais de 12 mil estabelecimentos que a empresa tinha contrato. Segundo o Globo, o CEO da empresa ainda disse que uma injeção de recursos na empresa foi negociada com potenciais investidores.

Há cerca de oito meses, cerca de 150 funcionários da empresa que oferta cupons já ouviam a promessa desta injeção de capital. Havia um rumo de que um cheque de um milhão de dólares seria depositado nas contas da Peixe Urbano.

Site do Peixe Urbano está fora do ar

Algum tempo depois da reunião, a marca já não tinha mais dinheiro para pagar os servidores que hospedavam o site, que segundo o Globo, está fora do ar há três semanas.

Ainda com as informações publicadas pela coluna, os salários de janeiro não foram pagos e os empregados entraram na Justiça para tentar uma rescisão indireta, uma forma de justa causa.

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Prejuízos não são novidade, diz O Globo

O Globo ainda diz que há anos a Peixe Urbano dava prejuízos, mas mesmo assim chegava a vender R$ 1,5 milhão em cupons por dia. Isso teria acabado após a pandemia, já que 95% deles estavam associados a cinemas, viagens e restaurantes.

Em março, 200 pessoas foram demitidas. As vendas estavam abaixo de R$ 100 mil por dia, como explicou a coluna. Os escritórios do Rio de Janeiro e São Paulo foram fechados. A sede, em Florianópolis é alvo de ação de despejo.

A maioria dos diretores da empresa já se demitiram. Muitos deles pediam ao CEO que ele fosse atrás de uma recuperação judicial, como já feito em dezembro pela operação no Chile, que tem dívida de R$ 35 milhões.

A Peixe Urbano e o CEO, Nicolás Leonicio foram procurados pelo Globo para se posicionarem, no entanto, não se manifestaram.

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