Assistir um filme no cinema atualmente é uma experiencia moderna: uma sala com ar-condicionado, escolha de assentos, venda de pipocas e doces, e até mesmo poltronas reclináveis. Com uma proposta diferente do modelo atual, o sucesso nos anos 1970 em Balneário Camboriú era o Auto Cine, onde os visitantes podiam assistir filmes no conforto do próprio carro.

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Inaugurado em 1973, o espaço era considerado, na época, o maior cinema drive-in do Brasil. Com vagas para 350 carros, e uma tela de exibição de mais de 20 metros de altura, equivalente a um prédio de sete andares, o Auto Cine marcou uma geração e reunia apaixonados em uma noite romântica, cinéfilos e turistas encantados com a atração.

O cinema estava localizado no início da Avenida do Estado, no principal acesso à cidade. O drive-in possuía 15 mil metros quadrados e era um dos poucos cinemas que operavam nesse formato no país.

Segundo registros do Arquivo Histórico de Balneário Camboriú, o empresário responsável pelo negócio, Eduardo Delatorre, chegou a construir uma pequena estação de rádio para que o público pudesse sintonizar e receber o áudio dos filmes diretamente nos aparelhos de som de cada carro.

Veja como era o drive-in em Balneário Camboriú

Roberto Carlos e Skank já marcaram presença

Durante a trajetória do Auto Cine, a casa também recebeu apresentações musicais que agitaram a região. Jornais da época registram a apresentação de grandes nomes na casa como Roberto Carlos, Os Mutantes e Skank.

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A banda de Minas Gerais, Skank, se apresentou em janeiro de 1995, com um valor geral de R$ 10 para os ingressos adquiridos antecipadamente. O show divulgava o álbum “Calango”, e o grupo subiu ao palco às 21h de uma quarta-feira.

Já o Rei se apresentou no espaço em um sábado, no dia 30 de janeiro de 1999, com ingressos que variavam: R$ 10 a pista geral, R$ 40 para cadeira não numeradas e R$ 60 para as numeradas, valor equivalente a R$ 480 na correção atual.

O fim do Auto Cine

O drive-in encerrou as atividades em 1999, após pouco mais de 25 anos de atuação. A família Delatorre fechou o negócio para estudar novas possibilidades para o imóvel. O espaço serviu brevemente como centro de eventos, mas em 2007, tomou uma nova forma, que permanece até hoje, o Casa Hall Design
District, um shopping voltado à arquitetura de interiores.