Mais de 2.200 atendimentos são realizados todos os meses no Núcleo de Atenção Integral à Pessoa com Deficiência Intelectual e Transtorno do Espectro Autista (Naipe DI/TEA) em Joinville, no Norte catarinense. Com nova sede inaugurada em março deste ano, o atendimento oferecido à população deve ser ainda mais qualificado.
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Como é o local
Como funciona o Naipe
De acordo com a secretária da Saúde de Joinville, Daniela França Cavalcante, o Naipe oferta um espaço de acolhimento com áreas para treinamento sensorial e interação social de pacientes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e a Deficiência Intelectual (DI).
O Naipe também busca ampliar o cuidado para as famílias e redes de apoio de quem convive diariamente com pessoas diagnosticadas.
Izis Aparecida Camargo, por exemplo, é mãe de Leonardo de apenas 3 anos. O menino é acompanhado por profissionais para investigar um possível diagnóstico de autismo. Ele começou a receber atendimento no Naipe em fevereiro deste ano.
— De vez em quando, ele fica bem agitado e muitas pessoas acham que é só uma criança manhosa. Mas sei que este é um espaço que ninguém vai me julgar — conta a mãe.
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Já Diana Isabel Villegas é mãe de Diego, de seis anos. Desde o ano passado, ele está em acompanhamento psicológico e de fonoaudiologia no Naipe.
— O atendimento aqui é muito bom. Meu filho entrou aqui sem falar. Agora, ele fala — comemora a mãe.
Em 2025, o Naipe realizou mais de 28 mil atendimentos, crescimento de 54,5% em relação aos atendimentos do ano anterior. Para a coordenadora do Naipe DI/TEA, Bruna de Albuquerque Catelano, o novo ambiente, localizado na Avenida Hermann August Lepper, também oferece novas possibilidades para o acompanhamento terapêutico.
— É um espaço mais amplo, acolhedor e cuidadosamente preparado, com consultórios mais equipados e ambientes pensados especialmente para proporcionar um atendimento ainda mais qualificado para TDI e TEA — destaca Bruna.
Como conseguir atendimento para pessoas autistas ou com deficiência intelectual
Em caso de suspeita de Deficiência Intelectual (DI) ou Transtorno do Espectro Autista (TEA), o primeiro atendimento deve ser realizado em uma Unidade Básica de Saúde da Família (UBSFs).
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As unidades são a porta de entrada para o encaminhamento dos pacientes. Após consulta, as pessoas podem ser direcionadas para uma avaliação mais detalhada e possível diagnóstico, além de conseguir acompanhamento com o Naipe.
Quem convive com pessoas diagnosticadas também é atendido
O Naipe também abriu inscrições para o Projeto Escola de Pais nesta segunda-feira (23). A iniciativa tem objetivo de ampliar o cuidado com quem convive diariamente com pessoas diagnosticadas ou com suspeita de TEA ou DI.
As reuniões da Escola de Pais serão realizadas uma vez ao mês, sempre aos sábados, com a participação de profissionais de diferentes áreas, como psicologia, serviço social, terapia ocupacional, fisioterapia, fonoaudiologia, pedagogia e odontologia. Podem participar familiares de pessoas diagnosticadas ou com suspeita, mesmo que não vinculadas ao NAIPE.
O primeiro encontro será realizado no dia 11 de abril, das 9h às 11h, na Católica SC, e vai discutir o tema “Rotina, comportamento e manejo comportamental no ambiente familiar”, com a psicóloga Francine Juliana Beiro.
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Para participar, é necessário se inscrever pelo site da Prefeitura de Joinville. Não há cobrança, mas as vagas são limitadas.




