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Como decorar e criar uma adega em casa para guardar os vinhos

Especialistas trazem dicas de materiais e móveis que podem ser utilizados nesse ambiente, além de indicarem rótulos para abastecer a adega

22/07/2021 - 14h16

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Estúdio
Por Estúdio NSC
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Móveis em madeira criam o clima de aconchego para o espaço
(Foto: )

Apaixonado por vinho? É comum que os amantes da bebida queiram ter um local específico para guardar os rótulos sem que percam suas características. Além disso, entre as vantagens de ter uma adega em casa, está a organização, a praticidade de ter sempre um rótulo de qualidade e do seu gosto por perto e a possibilidade de ter o envelhecimento de vinhos de guarda.

> Quais tecidos e materiais são utilizados na decoração de ambientes externos

Ter uma adega não requer tanto espaço. É claro que o consumidor pode ter um cômodo inteiro com uma adega sob medida instalada, mas também pode optar por estruturas menores ou pelas adegas climatizadas para compor a decoração em locais onde ela não havia sido planejada.

De olho na temperatura, luz, estabilidade e umidade

O importante é que o local tenha algumas características: mantenha uma temperatura agradável sem grandes oscilações, esteja com baixa incidência de luz – tanto solar quanto artificial – e não haja movimentação nas estruturas. 

Os vinhos devem ser armazenados em ambientes com umidade média em torno de 70% para que a rolha se mantenha umedecida. Se você mora em um local seco, um umidificador de ambientes pode ajudar!

Como montar uma adega em casa

O arquiteto Thiago Vieira acredita que com uma parede de meio metro já é possível fazer uma adega incrível e traz algumas recomendações.

— É preciso colocar a adega longe das janelas, pois a incidência dos raios solares podem alterar as características do vinho; posicionar as garrafas de vinho sempre na horizontal para que o líquido fique em contato com a rolha e previna o ressecamento da mesma, e tentar manter em ambiente com a temperatura estável, não superior a 18 graus. Se possível, colocar portas na adega e controlar a temperatura através de ar condicionado — reforça o especialista.

Após definir o espaço a ser utilizado e o orçamento previsto, a criatividade do cliente e do arquiteto são o limite, com adegas de madeira, acrílico, grades e metal, entre outros materiais. No caso da madeira, o mogno é um dos materiais mais recomendados.

Se não for possível reservar um quarto inteiro, a opção pode ser um armário de vinhos, para evitar a exposição à luz. O calor é um dos grandes inimigos. Mas guardá-los na geladeira os deixam mais gelados do que o necessário e pode alterar as condições do produto. 

Praticidade das adegas climatizadas

Por isso, as adegas climatizadas também são uma ótima alternativa para quem quer manter o vinho na temperatura ideal. Pablo Rolim, diretor da Espaço Gourmet, empresa de adegas climatizadas, conta que essas opções já estão prontas e a instalação é simples. 

Espaço Gourmet
A opção das adegas climatizadas conquista pela praticidade
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Sofisticação, design e acabamento diferenciados são os principais pontos de escolha dos clientes. Segundo ele, as adegas de 12 garrafas são recomendadas para os consumidores iniciantes. São adegas com sistema de refrigeração com placas eletrônicas. Para quem tem hábito de guardar vinhos e pode investir mais em uma adega com capacidade maior, há modelos com sistema de refrigeração por compressor que mantém a temperatura estável.

— Quando você já pega ela pronta, basta ligar no tomada, não tem que criar um ambiente. É mais fácil e mais rápido. As adegas têm portas com proteção UV, que podem ser colocadas em qualquer ambiente da casa. Tem que ter um pouco mais de cuidado pela questão estética para adequar no living ou espaço gourmet. Mas caso você precise de uma adega apenas para acomodar os vinhos, existem adegas de um tamanho de um frigobar — detalha Rolim.

Por onde começar a escolha dos rótulos

Após décadas de trabalhos concentrados em oferecer produtos selecionados e com qualidade reconhecida no mercado, no dia 29 de junho, Santa Catarina recebeu a Indicação Geográfica dos Vinhos de Altitude, na modalidade Indicação de Procedência. A certificação, concedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI), atesta que um produto só tem aquelas características porque é produzido de determinada forma, ou porque tem notoriedade na produção.

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Rótulos nacionais estão em alta
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A indicação foi motivo de celebração para Cibele Godoy, proprietária do Terroir Catarina, loja catarinense que só trabalha com vinhos brasileiros, com foco na região Sul do país. A especialista afirma que ao montar uma adega em casa, começaria pelos espumantes brancos de Santa Catarina, que se destacam com castas italianas, além de tintos como Cabernet e Merlot.

Espumantes e brancos

A recomendação de Godoy é o Espumante Geo, da Abreu Garcia, de Campo Belo do Sul. O produto utiliza o método champenoise, técnica utilizada para fazer os melhores espumantes na França.

— É um dos grandes espumantes aqui do estado. Bom para combinar com peixes, pratos mais leves e ostras. Mas a uva que mais despontou aqui no estado é a Sauvignon Blanc. O terroir daqui, sempre que a pessoa faz, fica muito bom. Tem um ótimo da Cata Terroir, com parte de uvas de Urubici e parte de São Joaquim. Vinícola jovem, vinho espetacular.

Rosé

O rosé virou febre entre os catarinenses, seja para tomar durante um picnic ao final de tarde durante o inverno ou na praia durante o verão. A escolha de Cibele é o vinho rosé da Pizato, de Bento Gonçalves, chamado Fausto.

— É um vinho de uva Merlot, versátil, que combina bem com sushi, pratos leves, tem a ver com nosso inverno que às vezes dá uma tarde mais quente. Ele é da primeira região que recebeu indicação de origem.

Tintos

Vinícolas mais tradicionais de Santa Catarina possuem ótimos Cabernet Sauvignons e Merlots. São vinhos que combinam com comidas de inverno e serranas, como entrevero e assados. As indicações são da Torii da Hiragami, de São Joaquim, que possui os dois tipos.

Na região de Vacaria, a indicação é o Pinot Noir da vinícola Família Lemos de Almeida, o Capella dos Campos.

—Mais leve, bem frutado, não é tão encorpado, elegante, e que combina com pratos leves, harmoniza bem com refeições vegetarianas. O Merlot deles já é mais encorpado, ótimo para o inverno, bom para beber sozinho, com pinhão, mas também com sopas e assados.

Para quem gosta de sentir bem os taninos do vinho a dica é o Tannat da Vinícola Cordilheira de Sant’Anna, que fica no terroir Palomas, em Santana do Livramento. Segundo a especialista, vinho bem potente, encorpado, ótimo para uma parrilla.

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