Conhecido nacionalmente por seus papéis em novelas de sucesso e pela passagem como apresentador do programa Tempero de Família, Rodrigo Hilbert carrega uma origem no Sul catarinense. Natural de Orleans, o ator e comunicador atualmente se dedica à produção de conteúdos para as redes sociais e vive no Rio de Janeiro com a esposa, a atriz Fernanda Lima, e os três filhos.

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A cidade natal de Hilbert remete a um município de pouco mais de 23 mil habitantes, que se destaca pela forte herança cultural, pela história ligada à colonização europeia e pela proximidade com a natureza.

Cidade marcada pela imigração e pelo desenvolvimento ferroviário

A história de Orleans começa a ganhar forma ainda no século XIX. Em 1841, estudos geológicos realizados na região identificaram a presença de carvão mineral, especialmente nas áreas que hoje integram municípios vizinhos, como Lauro Müller. A descoberta impulsionou investimentos e foi decisiva para o desenvolvimento regional.

Em 1874, teve início a construção da Estrada de Ferro Dona Tereza Cristina, concluída em 1885, ligando o Sul catarinense e fortalecendo a economia local. Pouco depois, a criação da Empresa de Terras e Colonização de Grão-Pará favoreceu a venda de lotes e atraiu imigrantes, principalmente italianos, alemães e poloneses, que moldaram a identidade cultural do município. O próprio ator, inclusive, é descendente de alemães.

O nome Orleans foi dado em homenagem à cidade francesa de mesmo nome, por sugestão do Conde d’Eu, Luiz Felipe Gastão de Orleans. A emancipação política ocorreu em 1913, quando o município se desmembrou de Tubarão, sendo oficialmente instalado em 20 de outubro daquele ano.

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Ao longo do século XX, Orleans passou por alterações administrativas e até mesmo pela mudança temporária da grafia do nome para “Orleães”, entre 1943 e 1970. A grafia original foi retomada após pedido do príncipe Dom Pedro de Orleans e Bragança, durante visita ao município.

Atualmente, a cidade possui 23.661 habitantes, conforme o Censo de 2022, e mantém viva a identidade orleanense, marcada pela religiosidade, pela arquitetura histórica e pelas tradições herdadas da imigração europeia.

O que fazer na cidade natal de Rodrigo Hilbert

Além de sua importância histórica e cultural, Orleans também se destaca como destino turístico para quem busca contato com a natureza e experiências ligadas à memória da colonização no Sul de Santa Catarina.

Parque Estadual da Serra Furada

Entre os municípios de Orleans e Grão-Pará, o Parque Estadual da Serra Furada chama a atenção pelas formações rochosas imponentes e pelo cenário montanhoso que rendeu ao local o apelido de “Pirâmides Sagradas”. O parque possui mais de 1,3 mil hectares e abriga paisagens marcantes da Serra catarinense, com formações geológicas como Rio do Rastro, Botucatu e Serra Geral, além do monumento natural que dá nome ao parque.

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O destaque fica para o Morro da Forquilha, que atinge cerca de 1,5 mil metros de altitude, proporcionando vistas panorâmicas da região. Além do apelo turístico, o parque tem grande relevância ambiental por integrar o corredor florestal da Mata Atlântica, servindo de refúgio para espécies raras e ameaçadas de extinção, como a jaguatirica, o puma e aves endêmicas.

O espaço também é utilizado para pesquisas científicas voltadas à biodiversidade e ao desenvolvimento sustentável. A visitação é gratuita e permite a realização de trilhas, acesso a cachoeiras e observação de áreas de preservação ambiental, respeitando as normas do parque.

Museu ao Ar Livre Princesa Isabel

Outro ponto de destaque em Orleans é o Museu ao Ar Livre Princesa Isabel, referência na preservação da história e da cultura dos imigrantes que colonizaram a região. Mantido pela Fundação Educacional Barriga Verde (Febave), o museu possui caráter tecnológico, histórico e documental, reunindo um acervo que retrata o modo de vida dos colonizadores entre o final do século XIX e meados do século XX.

Inaugurado em 1980, o espaço foi idealizado pelo Padre João Leonir Dall’Alba e é considerado o primeiro museu ao ar livre da América Latina, instalado em uma área de aproximadamente 20 mil metros quadrados. As construções preservam características das pequenas indústrias coloniais, como engenhos, oficinas e moradias, permitindo ao visitante uma imersão na rotina dos imigrantes.

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Entre as unidades estão capela, casa do colono, engenhos de farinha e de cana-de-açúcar, serraria, ferraria, monjolo, cantina, marcenaria, atafona, além do Centro de Vivências. O museu é tombado pelo Estado de Santa Catarina e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como patrimônio cultural brasileiro.

O local também abriga a Casa de Pedra, onde funciona o Centro de Documentação Histórica Plínio Benício (Cedohi), a Unidade Imigração Conde d’Eu e o Laboratório de Conservação e Restauração (Lacor).

O museu recebe visitantes de terça a sexta-feira, das 9h às 12h e das 13h30min às 18h. Aos sábados, domingos e feriados, o horário é das 9h às 18h, com entrada permitida até às 17h30min. O ingresso custa R$ 25, com meia-entrada para estudantes, professores, idosos acima de 60 anos, grupos escolares e moradores de Orleans. Crianças com menos de seis anos não pagam. Para grupos, é necessário agendamento prévio.