Desaparecido há mais de 10 anos, um homem forjou o suicídio da própria noiva em uma viagem à trabalho e ainda chamou testemunhas para ver a cena do crime. O caso, que chocou o Brasil em janeiro de 2010, volta às telas no Linha Direta com a reconstituição do assassinato de Camilla Peixoto Bandeira.

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Quem matou Camilla Peixoto Bandeira

Aos 28 anos, Camilla trabalhava com seu noivo, Bruno Souza Bicalho Vale Ricardo, no navio MSC Música. Ela atuava como bartender e ele como garçom. No início de 2010, os dois embarcaram e dividiram a mesma cabine do navio.

No entanto, no dia 10 de janeiro a jovem foi encontrada morta dentro da própria cabine, o que causou total espanto aos tripulantes à bordo. O navio estava em Santos, litoral de São Paulo. A partir disso, versões e linhas de investigação surgiram sobre o ocorrido.

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Denúncia relatou detalhes da morte de Camilla

Segundo uma denúncia, que foi investigada pelo Ministério Público Federal (MPF), Bruno seria o autor do crime. Motivado por um ciúmes e medo de que a jovem terminasse o noivado, ele foi até a cabine dela e a sufocou até a morte. Relatos apontam que Camilla de fato queria romper com Bruno e teria comunicado dessa decisão avisando que desembarcaria do navio no Porto de Santos.

Na manhã do assassinato, Bruno aproveitou a folga da noiva e saiu do seu posto de trabalho, como garçom, e foi até a cabine que dividiam. Camilla tinha acabado de acordar e estava de pijama quando foi surpreendida pela visita dele.

Por volta das 9h da manhã, ele entrou e asfixiou a jovem sem que ela conseguisse escapar e se defender. Depois de matar a noiva, Bruno retornou ao trabalho, chegou a atender alguns clientes e depois voltou a cena do crime.

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Relatos do crime derrubam a versão de Bruno

Ainda pela manhã, ele fez contato com a recepção informando do ocorrido, mas omitindo que seria ele mesmo o autor. Na versão de Bruno, ela teria cometido suicídio se enforcando com um lençol da cama. Ele disse que tentou fazer uma massagem cardíaca, mas sem sucesso.

Porém, quando as testemunhas chegaram no local disseram que o corpo de Camila estava praticamente sentado e em uma posição que seria difícil de fazer o procedimento de ressuscitação. Além disso, não havia o lençol citado por Bruno.

Bruno teria agido de forma consciente e voluntária, segundo o MPF. Ele foi denunciado por crime de homicídio qualificado. Na época do crime, a lei do feminicídio, que é tipificado em casos de homicídio contra a mulher, ainda não estava em vigor.

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Autor do crime desapareceu

A família de Camilla ainda busca na Justiça a condenação do autor do crime. Em 2013 foi decretada a prisão preventiva de Bruno. Porém, ele nunca foi encontrado e segue foragido até o momento.

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