O jovem empresário catarinense Filipe Pìtz, 37 anos, vem alcançando destaque com investimentos imobiliários no litoral catarinense e também em Sinop, importante polo do agronegócio no Mato Grosso. A empresa PZ Empreendimentos tem mais de 1 mil unidades habitacionais em construção e recentemente alcançou R$ 1 bilhão de valor geral de vendas (VGV) já lançados, fato que recebeu destaque em publicações nacionais. A atuação na construção que busca se diferenciar por oferecer moradias conectadas com shoppings, serviços, áreas verdes e sustentabilidade, no entanto, tem origens em um empreendedorismo manifestado desde cedo e um início no ramo da fotografia para catálogos, que abriu os olhares para as oportunidades.

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Mas a trajetória de Filipe Pitz começou cedo e nem sempre esteve conectada ao ramo imobiliário. Dos 12 aos 18 anos, trabalhou como atendente de farmácia em Gaspar, no Vale do Itajaí. Cursou faculdade de Administração e chegou a trabalhar por cerca de dois anos na multinacional Bunge. A vocação para empreender, no entanto, sempre já dava sinais desde cedo.

Ainda aos 18 anos, Pitz comprou o primeiro equipamento de fotografia e passou a registrar imagens de eventos como aniversários, batizados e casamento — muitas vezes sem cobrar, apenas para fazer contatos e ganhar experiência. Em pouco tempo, a sensibilidade para o empreendedorismo o fez perceber uma lacuna de mercado existente na cidade, conhecida por ser um polo da indústria têxtil e da moda infantil.

Veja fotos do empresário e dos projetos

Pitz identificou uma carência nos serviços de fotografias para produção de catálogos e divulgação de produtos das empresas têxteis. Investiu no ramo apostando em campanhas fotografadas até fora do Brasil, chegando a atuar em 18 países.

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— Foi um sucesso. Lembro que com 23 anos eu já estava com a maior produtora de catálogos de Santa Catarina, mesmo só atendendo Gaspar e região. Tivemos quase 100 clientes fixos, 60 funcionários diretos e indiretos, a empresa ficou gigante — relembra.A proporção dos negócios exigiu a abertura de outras frentes, como desenvolvedoras de sites e uma empresa de painéis e outdoors, que o empresário mantém até hoje. Parte dos recursos que entravam o empresário decidiu investir em imóveis, especialmente no litoral catarinense, que davam o melhor retorno.

A proximidade com empresários e clientes o fizeram participar de um pool de investimentos para compra de imóveis na planta no litoral. Pitz passou a fazer também o catálogo para as construtoras e conhecer desde o início dos projetos os detalhes de cada empreendimento — e, consequentemente, identificar o que tinha mais potencial de valorização e sucesso.

— Chegou uma hora que eu comecei a de cerca forma “montar” os prédios para todo mundo, porque eu falava qual era a melhor região, qual era o melhor produto, qual era o melhor tamanho. Eu estava até dando nome para os prédios. Então, falei: acho que a gente mesmo pode desenvolver isso — conta.

Assim nasceu a PZ Empreendimentos, que fez o empresário parar defintivamente de fotografar e focar no ramo de construção e de imóveis. O início foi focado em uma inovação de conceito. Em um momento que muitas construtoras apenas repetiam a fórmula de projetos no litoral, o jovem empresário alertava sobre mudanças no mercado e nas preferências dos compradores sobre estilo de vida e moradia.

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— Era 2019, ainda não tinha pandemia, mas dizia que o mercado iria mudar. As pessoas já queriam morar em um espaço um pouco menor, as pessoas querem viajar mais, ter mais contato com a natureza, querem mais serviço, trabalhar perto de onde moram. E decidi apostar nisso — conta.

O primeiro projeto

Após um primeiro projeto de coworking ainda em Gaspar, que deu certo mesmo em um mercado que não estava tão ambientado ao conceito, Pitz montou uma equipe para desenhar o primeiro projeto: o PZ Ecomall, espaço que reúne gastronomia, serviços e sustentabilidade na área central de Balneário Camboriú.

— Eu queria muito essa pegada de sustentabilidade, de arte e qualidade de vida, tudo conectado. E aí a gente desenvolveu esse produto — conta.

O projeto esbarrou na pandemia, que repentinamente suspendeu a busca por investimentos em serviços e gastronomia, mas a empresa insistiu nos projetos. Passado o período mais crítico, o ecomall em Balneário Camboriú foi construído em menos de três meses e foi o único do ramo a receber a certificação LEED, destinada a empreendimentos sustentáveis.

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O segundo projeto foi o Parque Camboriú, projeto residencial com 447 unidades cercada por uma área verde de 100 mil metros quadrados em Camboriú, que também conta com um ecomall semelhante ao da cidade vizinha. Em quatro dias, o projeto vendeu R$ 100 milhões em apartamentos.

A partir daí, Pitz começou a estudar mais a fundo o mercado e ser abordado por compradores de imóveis no litoral catarinense, muitos deles de regiões como o Mato Grosso. A proposta era de apostar em investimentos no mesmo padrão no Estado. Em pouco tempo, surgiu o interesse por conhecer Sinop, cidade de 223 mil habitantes do Mato Grosso.

— Eu fiquei meio resistente no começo, mas na hora que eu cheguei e vi essa cidade, eu falei: aqui tem uma carência e um poder aquisitivo absurdo. Então, a gente replicou o mesmo produto aqui, que é o Parque Sinop, com mais um shopping e 493 unidades de apartamentos, com centro de apartamentos e escritórios. Lançamos e foi um sucesso de venda, com tudo já em construção — conta.

Planos para o futuro

O princípio da construção segue a mesma convicção do empresário: unir serviços, gastronomia, escritórios, lazer e até apoio para gestão de locação. Tudo para reunir trabalho, diversão e moradia no mesmo ambiente. Recentemente, o grupo ampliou a atuação e lançou também mais um prédio só de salas de escritórios e um complexo logístico de galpões logísticos que promete ser o maior do ramo no Mato Grosso. Novos investimentos imobiliários em Balneário Camboriú e Barra Velha também estão no radar.

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— Isso é só o começo, são os primeiros sete anos, mas tem muito mais por vir. O próximo passo nosso é entrar em urbanização. Fazer não só o prédio, mas também os bairros e tudo mais que cerca o empreendimento — antecipa o empresário, que pretende lançar um shopping em Camboriú em 2026 e outro em Sinop em 2027.

Mesmo atuando em outro ramo e colhendo os frutos dos investimentos na construção, Filipe Pitz ainda vê semelhanças dos novos projetos com o trabalho de fotografia que deu início a todo o negócio bilionário nas incorporações.

— Quando eu comecei tudo lá atrás, eu construía um cenário, botava os modelos na frente do cenário e fazia uma foto para um catálogo. Agora, eu faço um cenário para as famílias morarem. É a mesma coisa. A gente cria cenários — compara.

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