A Páscoa se aproxima e para os amantes de chocolate, esse é um momento especial devido à tradicional busca pelo doce, seja para presentear alguém especial ou para se deliciar com as guloseimas. No entanto, neste ano, as mudanças climáticas deixaram a Páscoa mais “salgada”. Isso porque o aumento dos preços dos ovos de Páscoa está muito associado com o aquecimento global.

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O preço internacional do cacau, matéria-prima do chocolate, praticamente duplicou em 2023, e atingiu o pico da série histórica nas últimas semanas. O aumento do preço é resultado de uma série de pragas que atingiram as plantações e das mudanças climáticas que afetaram os dois maiores produtores de cacau do planeta: Gana e Costa do Marfim. Juntos, os dois países produzem mais de 60% do cacau mundial.

Com a redução da produção da commodity nestes países, o produto se torna mais caro para importação, e, consequentemente, para produção do chocolate. Segundo o Observatory of Economic Complexity (OEC), painel que mede o índice de complexidade econômica dos produtos exportados, 72% do cacau que o Brasil importa vem de Gana, e 27,9% da Costa do Marfim.

— A economia está cada vez mais interligada, a gente fala de globalização, então os eventos climáticos extremos afetam os produtos agrícolas, e não há escapatória. A gente sente o aumento do preço dos alimentos ano após ano — diz o economista da FGV, Alberto Ajzental.

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Outros produtos afetados pelo aquecimento global

Outro produto muito utilizado para temperar as comidas tradicionais de Páscoa é o azeite, afetado pela quebra de safra de azeitonas na Europa em 2023. Em janeiro do último ano, o produto estava presente em 4,2% das compras realizadas no país. Dez meses depois, a incidência era de 2,9%, segundo levantamento da consultoria Horus Inteligência de Mercado.

Os períodos de seca e calor extremo prejudicaram o cultivo da azeitona no continente europeu, e como o produto consumido no Brasil é importado, o produto aqui subiu 41,64% em um ano segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

*Sob supervisão de Andréa da Luz

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