Seis deputados de Santa Catarina votaram contra a aprovação da medida provisória (MP) que garante botijão de gás gratuito a famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e que têm renda per capita de até meio salário mínimo. O projeto foi aprovado na Câmara dos Deputados, na última segunda (2).

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Dos 16 deputados de Santa Catarina, oito votaram a favor. Dois deputados não votaram: a deputada Caroline de Toni (PL) estava ausente, e o deputado Ismael (PSD) se absteve.

Veja os votos dos deputados de SC

Votaram SIM

  • Ana Paula Lima (PT)
  • Cobalchini (MDB)
  • Daniela Reinehr (PL)
  • Fabio Schiochet (União Brasil)
  • Jorge Goetten (Republicanos)
  • Luiz Fernando Vampiro (MDB)
  • Pedro Uczai (PT)
  • Pezenti (MDB)

Votaram NÃO

  • Daniel Freitas (PL)
  • Geovania de Sá (PSDB)
  • Gilson Marques (Novo)
  • Julia Zanatta (PL)
  • Ricardo Guidi (PL)
  • Zé Trovão (PL)

Abstenção

  • Ismael (PSD)

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Ausente

  • Caroline De Toni (PL)

Quem são os atuais deputados federais de SC

MP teve 415 votos a favor e 29 contra

No total, a medida foi aprovada pela Câmara com 415 votos a favor e 29 contra. Houve duas abstenções e 66 deputados estavam ausentes.

Entre os partidos, o PL teve 19 votos contrários ao projeto. Também votaram contra o Novo (5 votos), PP (2 votos), União Brasil (2 votos) e PSDB (1 voto). Além do deputado de SC Ismael, Lincoln Portela (PL-MG) se absteve.

Agora, a MP segue para o Senado, que precisa ser votada até o dia 11 de fevereiro para não perder validade. Como foi modificada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisa sancionar o texto.

O que prevê a medida provisória

A Medida Provisória 1.313/25 cria o Programa Gás do Povo, que substitui o atual Gás dos Brasileiros e reformula a política de auxílio para a compra de gás de cozinha por famílias de baixa renda. A principal mudança é a possibilidade de retirada gratuita do botijão de 13 quilos em revendas credenciadas, em modelo semelhante ao adotado pelo programa Farmácia Popular. O texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados e ainda será analisado pelo Senado.

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O programa passa a contar com três modalidades de atendimento:

  • auxílio em dinheiro, pago diretamente às famílias elegíveis;
  • retirada gratuita do botijão de gás em estabelecimentos cadastrados;
  • apoio à cocção de baixo carbono, voltado à instalação de sistemas menos poluentes para o preparo de alimentos, como biodigestores.

A partir de 2027, a modalidade de auxílio em dinheiro tende a ser encerrada. Além disso, o texto veda o acúmulo de benefícios: a família contemplada com a retirada gratuita do botijão não poderá receber o pagamento em dinheiro, e vice-versa.

Quem vai ter direito ao gás?

Para acessar a modalidade de gratuidade, a família precisa estar com o Cadastro Único (CadÚnico) atualizado e ter renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa. A quantidade de botijões varia conforme o número de integrantes: quatro botijões por ano para famílias com duas ou três pessoas e seis botijões por ano para famílias com quatro ou mais integrantes.

A medida provisória também redefine as prioridades de atendimento, que passam a considerar famílias atingidas por desastres, mulheres vítimas de violência doméstica, povos e comunidades tradicionais, domicílios com maior número de moradores e menor renda per capita.

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