Cerca de 179.546 famílias serão beneficiadas pelo programa Gás do Povo, lançado nesta quinta-feira (4) pelo governo federal e que prevê gratuidade na aquisição do botijão de gás de cozinha. Em todo o Brasil, mais de 15,5 milhões de famílias poderão comprar o produto de graça, o que vai beneficiar 50 milhões de pessoas.
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Segundo o governo federal, a finalidade do programa é garantir “justiça social, saúde e dignidade às famílias de baixa renda”, além de fortalecer o acesso ao gás de cozinha. Atualmente, já existe o programa Auxílio Gás, que abrange 5,13 milhões de famílias, mas o objetivo é realizar a transição para o Gás do Povo ainda em 2025.
Com isso, o governo deixaria de fazer repasses em dinheiro e entregaria diretamente o gás ao beneficiário. A expectativa é que em março de 2026, 100% das pessoas que possuem direito ao programa sejam atendidas, com mais de 65 milhões de botijões distribuídos por ano. O investimento para 2025 é de R$ 3,57 milhões, enquanto no próximo ano, serão investidos R$ 5,1 milhões.
Para o presidente Lula (PT), o programa diminui desigualdades e garante dignidade às famílias de baixa renda.
— Nós estamos assumindo a responsabilidade de que uma pessoa não pode gastar 10% do salário mínimo para comprar gás. A gente vai arcar com a responsabilidade de fazer com que as pessoas mais pobres possam receber o gás de graça — disse.
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Regras do Gás do Povo
Terão direito ao programa famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), com renda per capita de até meio salário mínimo — o que equivale a R$ 759. A prioridade será para as famílias que recebem Bolsa Família.
A frequência do benefício varia conforme a composição familiar: uma família que possuí dois integrantes receberá até três botijões por ano, enquanto aquelas com três integrantes poderão receber até quatro botijões anuais. Por fim, as famílias com quatro ou mais integrantes, vão receber até seis.
Para retirar os botijões, é necessário ir até uma revenda credenciada próximo a moradia, sem intermediários. A gratuidade será concedida no momento da compra, após validação eletrônico de um vale digital.
Menos lenha
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, o programa também quer reduzir a dependência da lenha por causar doenças respiratórias com poluentes tóxicos, como monóxido de carbono e material particulado fino. Segundo o IBGE, 12,7 milhões de famílias fazem uso combinado de lenha e botijão de gás para cozinhas, sendo que cerca de 5 milhões são famílias de baixa renda.
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Dessa forma, com o programa, famílias também contariam com menos tempo na semana para a coleta de lenha. Segundo a pasta, quem utiliza lenha gasta, em média, 18 horas por semana.
Oito estados terão mais de um milhão de famílias beneficiadas
De acordo com o Ministério, oito estados terão mais de um milhão de famílias beneficiadas:
- Pará – 1,11 milhão;
- Maranhão – 1,01 milhão;
- Ceará – 1,13 milhão;
- Pernambuco – 1,14 milhão;
- Bahia – 1,84 milhão;
- Rio de Janeiro – 1,12 milhão;
- Minas Gerais – 1,20 milhão;
- São Paulo 1,87 milhão.
A região Nordeste concentra o maior número de famílias contempladas. O programa estima que mais de 7,1 milhões de famílias nordestinas serão atendidas. O Sudeste aparece em segundo lugar (4,4 milhões), seguido pelo Norte (2,1 milhões), Sul (1,1 milhão) e Centro-Oeste (889 mil).
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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirma que o programa “combate a pobreza energética, garante alívio no orçamento das famílias que mais precisam e ainda protege a saúde, principalmente de mulheres e crianças, que utilizam a lenha, álcool e outros materiais inflamáveis e tóxicos”.
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