Companhia aérea é obrigada a levar hamster de Florianópolis a Bélgica; entenda o motivo

Animal, que faz parte do tratamento psicólogico de uma criança, foi barrado em voo que iria para a Europa em novembro

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Companhia disse que autoridades de Portugal não haviam permitido a entrada do animal no país (Foto: Roger Bittencourt/Arquivo pessoal)

Uma decisão da Justiça de Santa Catarina determinou que uma companhia áerea providencie a viagem de um hamster de Florianópolis para a Bélgica. O animal, batizado de Ivy, foi indicado por uma psicóloga para reduzir o trauma causado pela pandemia em uma crianças de 8 anos, que se mudou com a família para o país. As informações são do G1 SC.

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O caso ocorreu em 23 de novembro de 2021. Segundo a família, eles embarcaram em Florianópolis e foram até Campinas, em São Paulo, onde fariam uma conexão. Quando chegou no aeroporto, apresentaram a documentação necessária e que foi aceita na capital catarinense para embarque da hamster como animal de assistência emocional. 

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Porém, eles foram surpreendidos com uma barreira imposta pela companhia aérea na hora do novo embarque. Segundo Roger Bittencourt, pai da menina, a empresa disse que as autoridades de Lisboa não tinham autorizado a entrada de Ivy em Portugal – onde eles fariam uma nova escala – porque entenderam que o país era o destino final e não a Bélgica. 

Ele conta, ainda, que conversou com a responsável pelo aeroporto de Lisboa, que informou que havia negado a entrada do animal porque ninguém da companhia aérea havia dito que o destino final era outro e, nesse caso, não haveria problemas.

— Foi uma experiência terrível. Minha filha chorou muito e ainda chora pela falta da Ivy. Foi revoltante — explicou em entrevista ao G1. 

Por conta do problema, a família retornou a Santa Catarina, onde deixou o animal com outro familiar. No dia seguinte, os pais e a criança fizeram a viagem à Bélgica, mas sem a hamster, que vive com a menina desde outubro de 2020. 

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— Estamos compensando [a distância] fazendo vídeo chamadas para vê-la e interagir um pouco com ela —, diz o pai da menina. 

Companhia tem 20 dias para providenciar o voo 

Como o animal fazia parte de um tratamento psicólogico da filha, Bittencourt entrou na Justiça para que o hamster fosse devolvido. Ele foi atendido no dia 12 de janeiro desse ano. 

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Na decisão, assinada pela juíza Vania Petermann, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), a companhia tem 20 dias para providenciar o suporte necessário para que o pai da menina volte ao Brasil, busque o animal e embarque com a hamster para a Bélgica. 

“É inquestionável o reconhecimento de um direito de proteção aos animais, não sendo razoável e proporcional exigir-se que a menina seja despida de seu companheiro que lhe dá segurança de ser; e ele, nela, tem a cuidadora, com quem está acostumado”, fala o documento. 

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A data da viagem, no entanto, ainda não foi estabelecida. A família aguarda o contato da empresa para organizar o reencontro entre o animal e a criança. 

— Eles ainda estão no prazo para entrar em contato ou recorrer da decisão, mas acredito que diante de todos os fatos e provas colhidas a Azul repare o erro que foi cometido — pontuou Bittencourt. 

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Em nota, a Azul disse nesta terça-feira (18) ao G1 que ainda não foi notificada da decisão. Caso a companhia descumpra a medida, ela deve pagar uma multa de R$ 20 mil. 

Veja a nota na íntegra da empresa: 

“A Azul informa que ainda não foi notificada da decisão, mas ressalta que a resolução 400 da Anac não determina a obrigatoriedade de transporte aéreo de animais, seja na cabine de clientes ou no compartimento de cargas das aeronaves, exceto no caso de cão-guia de acompanhamento de pessoa com deficiência visual”.

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