Um homem que havia sido condenado por um homicídio em Siderópolis, Sul de Santa Catarina, foi preso em Munique, na Alemanha. Ele havia sido incluído na lista de Difusão Vermelha da Interpol há cerca de um mês. A informação foi confirmada pela Polícia Federal.

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Segundo a PF, o homem foi detido em 1º de julho. Ele estava foragido desde 2025, depois de ter sido condenado pela Segunda Vara Criminal da Comarca de Criciúma. O homem deve seguir sob custódia na Alemanha até a conclusão dos trâmites legais, como o processo de extradição, já que a pena deve ser cumprida no Brasil.

Foragido matou empresário a mando da esposa há 12 anos

Foragido desde 2025, o homem foi condenado a 16 anos, 9 meses e 18 dias de reclusão pela morte de Reni Carlos. O crime foi cometido a mando da esposa de Reni, que também foi condenada a 19 anos, 7 meses e 6 dias de prisão. O executor, encontrado agora na Alemanha, sequer esteve no próprio julgamento.

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Reni Carlos foi morto no próprio sítio, no interior de Siderópolis, na noite de 22 de fevereiro de 2014, um sábado. Ele foi surpreendido com quatro tiros disparados pelo executor enquanto preparava o almoço que serviria no dia seguinte. Pela execução, ele recebeu R$ 1,5 mil, quantia paga pela esposa e por um terceiro envolvido.

O julgamento, em setembro de 2025 — 11 anos após o crime — durou mais de 11 horas. Ambos os réus foram condenados por homicídio duplamente qualificado: a esposa, pelas qualificadoras de motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima, e o executor, por homicídio mediante promessa de recompensa e também com recurso que impossibilitou a defesa.

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O que é a lista vermelha da Interpol?

Criado de forma analógica, o arquivo da difusão vermelha foi o primeiro banco de dados da Interpol. O primeiro alerta vermelho foi emitido em 1947, com o intuito de localizar um russo acusado de assassinar um policial.

Inicialmente, o sistema contava com fichas de cartolina classificadas por nomes (arquivadas tanto em ordem alfabética quanto fonética), documentos legais (como dados pessoais e números de matrícula de veículos) e crimes (classificados por tipo e por local).

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Os registros foram informatizados na década de 1980. Hoje, a Interpol conta com 19 bancos de dados que ficam à disposição de polícias do mundo todo. Entre os dados disponíveis estão impressões digitais, perfis de DNA, documentos falsificados e obras de arte, por exemplo.

Além da “difusão vermelha”, termo técnico e oficial, a Interpol possui outros sinais com cores e finalidades próprias. Confira:

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  • Difusão vermelha: notificações internacionais emitidas para localizar e prender pessoas procuradas;
  • Difusão amarela: para localizar pessoas desaparecidas;
  • Difusão negra: para obter informações sobre cadáveres não identificados;
  • Difusão azul: para mais informações sobre a identidade de uma pessoa, seu paradeiro ou suas atividades criminosas em relação a uma investigação penal;
  • Difusão verde: para alertar sobre as atividades criminosas de uma pessoa, se for considerado que esta representa um perigo para a segurança pública;
  • Difusão laranja: para alertar sobre um acontecimento, uma pessoa, um objeto ou um procedimento que representem um perigo grave e iminente para a segurança pública;
  • Difusão roxa: para buscar ou facilitar informações sobre modus operandi, objetos, dispositivos e métodos de ocultação utilizados por criminosos.