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    Confira cinco dicas para evitar dívidas com cartão de crédito

    Dados da pesquisa de endividamento da Fecomércio-SC mostram que 67,7% das dívidas dos catarinenses são com o cartão de crédito

    12/03/2019 - 13h53

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    Larissa
    Por Larissa Neumann
    (Foto: )

    Mais da metade das famílias de Santa Catarina possuem algum tipo de dívida, como parcelamentos ou financiamentos. Dessa parcela da população, a maioria é refém do cartão de crédito. Dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), feita pela Fecomércio-SC, apontam que em fevereiro, 67,7% dos consumidores tinham débitos em aberto nessa modalidade. O percentual supera dívidas como os carnês (44,3%) e até com financiamentos de carro (28,8%) e casa (20,8%).

    Especialistas avaliam que uma das causas que justificam esse comportamento é o imediatismo e também o ciclo vicioso que os cartões permitem que o consumidor viva. Como nos casos de pagar apenas a parcela mínima da fatura, que libera crédito, permitindo novos gastos.

    Gustavo Lima Soares, economista, mestre em Administração e professor na Univali, explica abaixo como fugir das dívidas com cartão de crédito e também como usar esse recurso financeiro de forma consciente.

    Cancelar o cartão e renegociar

    Se estiver devendo, o primeiro passo para se livrar das contas atrasadas nessa categoria é cancelar o cartão.

    — Depois é preciso tentar renegociar, buscando, caso ainda tenha, crédito no próprio banco em que se tem o cartão. O ideal é procurar financiamentos com juros mais baratos que os do cartão para poder se livrar logo da dívida — aconselha soares.

    Juro é o preço do dinheiro

    O especialista ainda pondera que o crédito do cartão é um modo fácil para usar o dinheiro, assim como o cheque especial e o limite pré-aprovado. No entanto, Soares alerta que essas modalidades possuem umas das taxas de juros mais altas do mercado.

    — Por serem os juros mais caros é que os bancos deixam esses créditos pré-aprovados para nós. É assim que os bancos lucram, vendendo dinheiro. Os juros nada mais são do que o preço do dinheiro — explica.

    Saber até quanto pode gastar

    O economista pondera que, para quem faz uso dos aplicativos do banco pelo celular, monitorar os gastos do cartão por esse meio é uma alternativa para evitar surpresas na fatura. Outro ponto é saber quanto do salário é possível gastar com as contas.

    — O recomendado é gastar apenas 30% da renda. Mas isso considerando que a pessoa não tem nenhum outro tipo de conta. Se você, por exemplo, financiou uma casa e o banco permitiu que você usasse 30% do salário, então não se pode mais gastar esse percentual no cartão — orienta.

    Ter controle das contas fixas

    Soares ainda comenta que alguns consumidores utilizam sistema de pontos no cartão de crédito e acabam usando todo o salário para cobrir os gastos do cartão. Segundo ele, isso até pode ser interessante para quem costuma viajar, já que muitas companhias aéreas vendem passagens nesse sistema. No entanto, é preciso ter total controle dos gastos para não cair em armadilhas.

    — Isso nem sempre é possível pois não se tem certeza de quanto irá ser gasto com luz ou água, por exemplo. O ideal mesmo é gastar com planejamento. Usar o cartão para parcelar uma viagem ou até mesmo combustível, se isso for um gasto programado. Tendo controle é possível ter certeza de que não irá estourar o limite — explica.

    Parcelar quando realmente vale à pena

    O economista pondera que o momento ideal para optar por um parcelamento vai depender da renda mensal de cada consumidor.

    — Renda é aquilo que se pode pagar imediatamente, é o que se tem líquido. Então, se quero comprar uma TV, mas o valor não cabe na minha renda, devo parcelar — diz.

    Soares ressalta que, nesses casos, também é aconselhável fugir dos juros. Se optar por dividir o valor da compra, mas a loja cobrar juros, explica, é melhor juntar um pouco mais para dar de entrada e só então financiar o saldo.

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