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FRAUDE EM LICITAÇÃO

Confira o balanço da Operação Argamassa, que cumpriu mandados em 9 cidades de SC

Seis pessoas foram presas, suspeitas de fraudar licitações em seis municípios

10/09/2019 - 19h01 - Atualizada em: 10/09/2019 - 21h37

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Redação
Por Redação DC
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A Polícia Civil cumpriu 22 mandados de busca e apreensão e seis de prisão entre a manhã e a tarde desta terça-feira (10) em nove cidades de Santa Catarina. A Operação Argamassa, que investiga supostas fraudes licitatórias pelo período de 11 anos, apreendeu dinheiro, documentos, celulares, computadores e notebooks.

O conteúdo apreendido vai ser analisado como continuidade das diligências. A ação é da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC).

Durante a manhã desta terça, cinco pessoas, alvo de mandado de prisão, foram localizadas e presas. Já durante a tarde, o sexto suspeito se apresentou na delegacia, em São José. As prisões tinham como alvo moradores de Balneário Camboriú (4), Camboriú (1) e Itapema (1).

As prisões temporárias dos empresários têm duração de cinco dias. Segundo a Polícia Civil, apenas em um dos endereços, em Balneário Camboriú, foram apreendidos R$ 20 mil em espécie.

— O objetivo agora é analisar se os produtos foram entregues ou se houve superfaturamento das obras e se há envolvimento de agentes públicos nas fraudes — ressalta o delegado que coordena a investigação, Marcus Fraile.

Delegado Marcus Fraile (E) e diretor da Deic, delegado Luis Felipe Fuentes
Delegado Marcus Fraile (E) e diretor da Deic, delegado Luis Felipe Fuentes
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Ao todo, foram cumpridas 28 ordens judiciais — entre prisão e apreensão — em nove cidades da Grande Florianópolis e do Vale do Itajaí. Os municípios onde ocorreram as ações foram Balneário Camboriú, Itapema, Camboriú, Itajaí, Tijucas, Alfredo Wagner, Porto Belo, Bombinhas e Biguaçu. Algumas prefeituras também foram alvo das buscas, porém, a Polícia Civil não revelou quais.

A ação da Delegacia de Combate à Corrupção da DEIC apura suspeitas de fraudes em 23 procedimentos licitatórios, entre 2007 a 2018, ligados à fabricação de artefatos de cimento para uso na construção civil, em seis cidades: Balneário Camboriú, Camboriú, Tijucas, Porto Belo, Bombinhas e Biguaçu. Os mandados foram expedidos pela Justiça em Porto Belo e o trabalho foi realizado em conjunto com o Ministério Público de Contas.

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