Santa Catarina possui mais de 80 espécies de cobras distribuídas pelos ecossistemas. Do total, apenas 11 são consideradas peçonhentas e possuem dentes para inserir veneno em suas presas. Algumas das espécies mais perigosas, como as jararacas, estão presentes em todas as regiões do Estado. Já outras, como a cascavel, são exclusivas de determinados habitats.

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O biólogo Tobias Kunz explica que, apesar da mata atlântica ser o bioma único de Santa Catarina, há diversos ecossistemas dentro do Estado. Por isso, os campos naturais do Planalto catarinense, em geral, apresentam uma fauna diferente dos ecossistemas florestais ou de regiões mais quentes.

Segundo o livro “Ofidismo em Santa Catarina”, coordenado pelo professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Selvino Neckel de Oliveira, há três grupos de cobras com veneno no Estado: jararacas, cascavéis ou corais-verdadeiras. Uma delas é encontrada em todo Estado, inclusive em áreas de cidades.

— A jararaca está em todas as regiões catarinenses e se dá muito bem em áreas alteradas, em regiões urbanas. As cidades vão crescendo e isso promove o aumento de lixo, que proporciona o crescimento da população de ratos, que é alimento para a jararaca. O entulho acaba se tornando abrigo para esses animais. Por isso, a tendência é sempre termos mais registros de jararaca — alerta Selvino.

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VÍDEO: uma das cobras mais venenosas do Brasil e que pode matar humanos é capturada em SC

Veja as fotos das cobras venenosas de SC:

Jararaca comum está em toda SC (Foto: Reprodução/Ofidismo em Santa Catarina)
Espécie da família da Cascavel também habita Santa Catarina (Foto: Reprodução/Ofidismo em Santa Catarina)
Cobra-Cipó é peçonhenta e presente no Oeste e Serra (Foto: Reprodução/Ofidismo em Santa Catarina)
SC possui 3 espécies de coral-verdadeira (Foto: Reprodução/Ofidismo em Santa Catarina)
Coral-falsa também pode causar acidentes em SC (Foto: Reprodução/Ofidismo em Santa Catarina)
Cotiara é uma jararaca nativa de SC (Foto: Reprodução/Ofidismo em Santa Catarina)
Jararaca-pintada também está em várias regiões de SC (Foto: Reprodução/Ofidismo em Santa Catarina)
Jararacuçu é presente no Litoral e Extremo-Oeste de SC (Foto: Reprodução/Ofidismo em Santa Catarina)
Urutu ocorre em áreas abertas de SC (Foto: Reprodução/Ofidismo em Santa Catarina)
Parelheira é amplamente distribuída pelo Estado (Foto: Reprodução/Ofidismo em Santa Catarina)

Em compensação, o professor explica que a região Norte de SC registra a maior diversidade de cobras, somando venenosas e as sem peçonha. Porém, isso não significa que o local concentre as cobras do Estado.

— Acaba sendo onde tem mais registros por conta das áreas de mata, de preservação. E o Estado é muito carente em estudos. O Norte e Litoral são os locais onde tivemos mais estudos, até mesmo por conta dos projetos de pesquisa por conta das universidades — afirma Selvino.

Veja as cobras mais perigosas e assustadoras encontradas em SC

Segundo a publicação coordenada pelo professor, cada espécie possui diferentes características físicas, comportamentais e até químicas e farmacológicas próprias. Conheça, abaixo, as cobras venenosas por região catarinense, de acordo com o livro “Ofidismo em Santa Catarina”.

Planalto Norte

  • Jararaca-comum (Bothrops jararaca)
  • Jararaca-da-barriga-preta, também conhecida como cotiara (Bothrops cotiara)
  • Urutu ou cruzeira (Bothrops alternatus)
  • Coral-verdadeira (Micrurus altirostris)
  • Coral-verdadeira (Micrurus decoratus)
  • Corais-falsas (Oxyrhopus rhombifer e Oxyrhopus clathratus)
  • Parelheira (Philodryas patagoniensis)

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Litoral

  • Jararaca-comum (Bothrops jararaca)
  • Urutu ou cruzeira (Bothrops alternatus)
  • Jararacuçu (Bothrops jararacussu)
  • Coral-verdadeira (Micrurus corallinus)
  • Corais-falsas (Oxyrhopus rhombifer e Oxyrhopus clathratus)
  • Parelheira (Philodryas patagoniensis)

Serra

  • Jararaca-comum (Bothrops jararaca)
  • Jararaca-da-barriga-preta, também conhecida como cotiara (Bothrops cotiara)
  • Urutu ou cruzeira (Bothrops alternatus)
  • Jararacas-pintadas (Bothrops neuwiedi)
  • Cascavel (Crotalus durissus)
  • Coral-verdadeira (Micrurus altirostris)
  • Cobra-cipó (Philodryas olfersii)
  • Corais-falsas (Oxyrhopus rhombifer e Oxyrhopus clathratus)
  • Parelheira (Philodryas patagoniensis)

Vale do Itajaí

  • Jararaca-comum (Bothrops jararaca)
  • Urutu ou cruzeira (Bothrops alternatus)
  • Coral-verdadeira (Micrurus corallinus)
  • Corais-falsas (Oxyrhopus rhombifer e Oxyrhopus clathratus)
  • Parelheira (Philodryas patagoniensis)

Oeste

  • Jararaca-comum (Bothrops jararaca)
  • Jararaca-da-barriga-preta, também conhecida como cotiara (Bothrops cotiara)
  • Urutu ou cruzeira (Bothrops alternatus)
  • Jararacuçu (Bothrops jararacussu)
  • Jararacas-pintadas (Bothrops diporus e B. pubescens)
  • Cascavel (Crotalus durissus)
  • Coral-verdadeira (Micrurus altirostris)
  • Cobra-cipó (Philodryas olfersii)
  • Corais-falsas (Oxyrhopus rhombifer e Oxyrhopus clathratus)
  • Parelheira (Philodryas patagoniensis)

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Sul

  • Jararaca-comum (Bothrops jararaca)
  • Urutu ou cruzeira (Bothrops alternatus)
  • Jararacas-pintadas (Bothrops diporus e B. pubescens)
  • Corais-falsas (Oxyrhopus rhombifer e Oxyrhopus clathratus)
  • Parelheira (Philodryas patagoniensis)

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