O Pico do Rinoceronte é um dos principais destinos de ecoturismo para quem deseja explorar a divisa entre a Serra Catarinense e o Sul de Santa Catarina. Situado a 1.360 metros de altitude, o atrativo está localizado no limite geográfico entre os municípios de Bom Jardim da Serra e Siderópolis, oferecendo uma visão panorâmica privilegiada da planície litorânea.

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Do alto do platô, o visitante observa o ponto exato em que os campos de altitude se encontram com as encostas de Mata Atlântica, que descem em direção aos vales do Sul do estado. Em dias de céu limpo, a caminhada permite a visualização de cartões-postais da região, como a bacia da Barragem do Rio São Bento, situada logo abaixo, em um desnível superior a mil metros em relação ao pico.

O nome do local faz referência ao formato da rocha que, dependendo do ângulo de observação, lembra a cabeça de um rinoceronte voltada para o vale.  A formação funciona como uma linha de divisa natural: a parte superior, coberta por campos, pertence a Bom Jardim da Serra, enquanto os paredões e a encosta inferior já integram o território de Siderópolis.

Como acessar?

Para quem planeja a visita, o principal ponto de partida da trilha é a Fazenda dos Papagaios, propriedade privada que funciona como base de apoio aos visitantes. O local dispõe de estrutura para o início da caminhada.

O acesso de carro é feito a partir do centro de Bom Jardim da Serra, seguindo em direção a São José dos Ausentes. O trajeto, com cerca de 30 quilômetros, combina trechos de asfalto e estrada de chão até a sede da fazenda.

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Por se tratar de área particular, há cobrança de taxa de entrada destinada à manutenção do espaço, sendo R$ 35 por pessoa para visitação, e R$ 70 por pessoa para camping. As informações sobre acesso, valores, características da trilha pertencem ao Guia de Turismo Regional Robson Fernando Duda.

Embora existam rotas históricas que partem do Sul do estado, como a tradicional Trilha dos Tropeiros, o percurso iniciado na Fazenda dos Papagaios segue como o mais utilizado e seguro para os visitantes.

O espaço de apoio na fazenda oferece banheiros, mesas e comercialização de bebidas e alimentos, facilitando a logística, especialmente para quem pretende acampar no topo.

A trilha tem início logo após uma grande porteira, atravessando áreas de pastagem e estruturas de manejo de gado. A paisagem rural caracteriza o início do percurso. Ao longo do trajeto, é comum a presença de gado solto. Os animais, segundo o guia, estão acostumados à circulação de trilheiros, exigindo apenas os cuidados habituais de respeito ao ambiente.

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Caminhada entre campos e vales

O trajeto segue o traçado de uma antiga estrada rural. Em determinados trechos, há atalhos entre os morros que permitem encurtar o percurso e tornar a caminhada mais dinâmica. Ao longo do caminho, riachos e pontos de água natural servem como apoio para reabastecimento durante a travessia.

Após cerca de três horas de caminhada, o percurso alcança o vale que antecede a formação rochosa. O impacto visual da silhueta do rinoceronte recortada contra o horizonte, com o  Sul do estado como pano de fundo, indica um dos pontos mais marcantes da trilha.

A partir desse ponto, o cenário revela a dimensão da Serra Geral em sua forma mais preservada. Acima da área permitida para camping, o visual panorâmico reforça a sensação de imensidão. 

Em direção ao litoral, além do contraste com parques eólicos instalados nas proximidades, é possível observar a ocupação urbana das cidades da região se estendendo até a linha do mar.

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Conheça o Pico do Rinoceronte