A Cicada é uma subvariante da Ômicron e foi identificada em 23 países. Até o momento, a subvariante não foi identificada em Santa Catarina, de acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES).
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A doença acende um alerta por seu alto padrão de adaptação conseguindo contornar as barreiras já criadas para a Covid. Pesquisadores apontam até a subvariante como uma especialista em sobreviver. Entenda em detalhes abaixo.
Quais são os riscos da nova subvariante?
Não há risco de um aumento da agressividade do vírus, explica a infectologista Carolina Cipriani Ponzi. Até o momento, clinicamente, a Cicada não parece ser mais letal que a variante Delta ou a Ômicron original. A infectologista esclarece que os sintomas se parecem com um resfriado comum ou uma gripe forte.
— A Cicada é preocupante do ponto de vista epidemiológico porque consegue circular em populações que já têm alto índice de vacinação. Ela é uma “especialista” em sobrevivência, surgindo justamente para contornar as barreiras que construímos nos últimos anos.
A infectologista diz que o impacto mais relevante da Cicada é o risco coletivo: quanto mais pessoas foram infectadas simultaneamente, maior é o número absoluto de casos graves, especialmente entre idosos, além do risco de pressão sobre os serviços de saúde.
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As vacinas existentes são capazes de proteger contra essa nova variante?
As vacinas continuam sendo muito eficazes na prevenção de formas graves, hospitalização e morte, explica a infectologista.
— As vacinas podem não impedir totalmente infecções leves, especialmente com variantes mais transmissíveis, mas treinam o sistema imunológico para responder rapidamente. Manter a vacinação atualizada, especialmente entre grupos de risco, continua sendo fundamental.
Por que surgem novas variantes?
De acordo com a infectologista, o surgimento de variantes é um processo biológico natural de seleção natural. Cada vez que o vírus infecta uma pessoa, ele faz bilhões de cópias de si mesmo. Durante esse processo, ocorrem erros aleatórios no código genético, as chamadas mutações.
— Nesses casos, se uma mutação for prejudicial ao vírus, ela desaparece. Por outro lado, se a mutação der ao vírus alguma vantagem, como conseguir entrar na célula mais rápido ou não ser detectado pelos anticorpos, essa linhagem se torna dominante.
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A variante Cicada já foi identificada em SC?
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, até o momento não há evidências da circulação de uma variante denominada “Cicada” em Santa Catarina. A vigilância genômica e epidemiológica do estado segue monitorando continuamente os vírus respiratório.
Recomendações da Secretaria da Saúde para previnir a COVID-19
A COVID-19 ainda está presente em Santa Catarina e requer cuidados, especialmente para grupos mais vulneráveis, explica a SES. As principais medidas de prevenção recomendadas pelo órgão são:
- Vacinação anual contra a influenza e a Covid-19
- Lavar as mãos com frequência
- Usar máscara em casos de pessoas sintomáticas
- Evitar ambientes fechados e com aglomeração de pessoas
- Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir
- Evitar tocar mucosa de olhos, nariz e boca
- Manter superfícies e objetos que entram em contato frequente com as mãos, como mesas, teclados, maçanetas e corrimãos limpos com álcool
- Não compartilhar objetos de uso pessoal, como copos e talheres
*Sob supervisão de Nicoly Souza

