Trabalhadores da Hyundai na Coreia do Sul decidiram cruzar os braços em greve contra o avanço agressivo da implementação de robôs. Sindicatos de trabalhadores do país temem que a automação desenfreada nas linhas de produção irá gerar desemprego em massa.
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Os operários exigem garantias formais de emprego e limites claros para os investimentos corporativos em automação. O temor é de que a mão de obra humana seja totalmente descartada nos próximos anos devido aos avanços da inteligência artificial.
Robôs da Hyundai trabalham 24h por dia
O estopim para a greve foi um plano de instalação progressiva de braços robóticos inteligentes e robôs humanoides da Boston Dynamics até 2028. Capazes de operar 24 horas por dia sem interrupções, as máquinas aceleraram o ritmo de trabalho, tornando as jornadas humanas exaustivas e perigosas.
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Para os trabalhadores, os robôs deixaram de ser ferramentas de auxílio para virarem concorrentes diretos por vagas de emprego, ampliando o risco de uma demissão em massa. “A velocidade da substituição passou do limite tolerável”, afirmou um dos líderes sindicais locais ao Financial Times.
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Coreia do Sul lidera em automação no mundo
A greve na Coreia do Sul é uma reação a uma tendência no mercado de trabalho liderada pelos robôs nas plantas de fábrica que pode desestabilizar a economia local. O país lidera o ranking global de automação da Federação Internacional de Robótica (IFR), com 1.220 robôs para cada 10 mil trabalhadores.
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A tendência não se restringe ao mercado sul-coreano. Outras montadoras, como a BMW, estudam a aplicação de robôs humanoides em sua planta, em Leipzig, na Alemanha. China e Japão já anunciaram o uso de máquinas autônomas nos serviços postais e em aeroportos, respectivamente.





