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    Coronavírus: hospital de Timbó vai receber infectados e se torna referência para o Vale do Itajaí

    Cidade aguarda instalação de novos leitos de UTI 

    01/04/2020 - 19h24 - Atualizada em: 01/04/2020 - 20h54

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    Bianca
    Por Bianca Bertoli
    Unidade desativará alguns setores por tempo indeterminado
    Unidade desativará alguns setores por tempo indeterminado
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    Após o Governo do Estado indicar que o Hospital Oase de Timbó será unidade de referência exclusiva no Vale do Itajaí para atendimento de adultos com coronavírus, muitas dúvidas surgiram. Alguns questionam quando a unidade será fechada para as demais especialidades e o motivo da escolha. Para esclarecer esses e outros pontos, a prefeitura de Timbó e direção do Oase fizeram uma transmissão ao vivo nesta quarta-feira (1°).

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    O hospital começou a ser evacuado na segunda (30). Conforme o documento estadual, o atendimento exclusivo começou nesta quarta-feira. Isso significa que quem chega ao pronto-socorro, que não tem contato com os demais setores da unidade, é encaminhado a outras cidades, caso necessite de internação.

    O Estado deve ampliar para 45 o número de leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTIs) no Oase. Se algum dos 28 municípios da macrorregião do Vale do Itajaí precisar, pacientes positivados para o Covid-19 serão transferidos para Timbó. Porém, outras cidades como Blumenau, Brusque, Rio do Sul, Ituporanga e Ibirama também receberão reforços nas estruturas.

    No total serão 203 novos leitos de UTI para adultos, 12 para crianças e 14 para bebês nos hospitais do Vale do Itajaí, conforme informações da Secretaria Estadual de Saúde. A escolha por reservar o de Timbó aos casos de coronavírus, conforme o diretor do Instituto Vidas, Richard Choseki, “foi inteligente”. A cidade está geograficamente em um local favorável para as demais deslocarem os pacientes e é mais fácil esvaziar o Oase a ter de preparar hospitais maiores, como o Santa Isabel e Santo Antônio, em Blumenau, que atendem casos de alta complexidade (transplante e oncologia).

    - Os pacientes só serão enviados para o Hospital Oase depois dos exames mostrarem que são casos positivos do coronavírus. Não receberemos casos suspeitos - explicou Choseki.

    Apesar do título de referência, o hospital - que tem cerca de 10 leitos atualmente - ainda não recebeu recursos ou equipamentos do Estado. A promessa é que os novos leitos sejam instalados aos poucos, até o dia 31 de maio. E, conforme ressaltou Choseki, serão 45 apenas se houver necessidade - tudo dependerá da evolução da contaminação.

    Transferência de atendimentos

    Os atendimentos da maternidade serão feitos no Hospital Dom Bosco, de Rio dos Cedros. A medida deve entrar em vigor nos próximos dias. Agravos clínicos e cirurgia geral de urgências ocorrem em Rio dos Cedros e no Hospital Rio do Testo, de Pomerode. Parte dos profissionais serão deslocados para o Dom Bosco, que fica a 8 quilômetros do hospital de Timbó.

    - Trabalhamos no esvaziamento para não colocar nossas famílias em risco - defendeu o diretor.

    Os pacientes vítimas de traumatismo grave (como acidentes) serão encaminhados para o Hospital Beatriz Ramos, de Indaial. A desativação dos setores da unidade, que vai ocorrer gradativamente nos próximos dias, prosseguirá até que a situação do coronavírus seja normalizada no estado.

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