O corpo encontrado em estado avançado de decomposição na região da Lagoinha do Leste, em Florianópolis, era do oceanógrafo americano Charles Gorri, de 57 anos. A informação foi confirmada pela Polícia Civil à reportagem do NSC Total neste sábado (6).
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Charles desapareceu em 7 de outubro de 2025, quando saiu do bairro Armação em direção à Praia do Matadeiro, no Sul da Ilha. A operação de resgate e remoção do corpo foi realizada pelo Corpo de Bombeiros na sexta-feira (5).
Veja fotos de Charles Gorri, oceanógrafo desaparecido
A ocorrência iniciou na quinta-feira (4), quando equipes atendiam uma queda em um costão na mesma região e avistaram um corpo sobre uma formação rochosa de acesso restrito. Diante da situação, equipes do Batalhão de Busca e Salvamento (BBS), do Batalhão de Operações Aéreas (BOA), do Corpo de Bombeiros e da Polícia Científica iniciaram o planejamento estratégico para viabilizar a remoção segura.
Em 2025, as buscas por Charles Gorri se estenderam por vários dias. Os trabalhos contaram com o apoio do Cyberlab da Polícia Civil, um laboratório de inteligência criado em agosto de 2023 para monitorar e combater crimes na internet. O sistema de reconhecimento facial chegou a ser acionado para novas tentativas de encontrá-lo.
VÍDEO: Corpo em decomposição é encontrado em área rochosa de Florianópolis
Quem era Charles Gorri
Charles foi radicado no Brasil ainda na infância. O educador ambiental era conhecido no Sul da Ilha, falava português fluente e era querido entre os moradores da região. Como guia de trilhas, Charles levava escolas para expedições.
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De acordo com informações da instituição Acapra de Florianópolis — de defesa aos direitos dos animais —, o oceanógrafo era apoiador da defesa do berçário das baleias francas em Santa Catarina. Além disso, atuou na elaboração do parecer contra o turismo embarcado.
“Amado por todos, Charles fazia um trabalho incrível com crianças, levando escolas para trilhas pedagógicas no Sul da Ilha. Apoiador da defesa do berçário das baleias franca em SC, foi um dos pesquisadores que elaborou parecer, que embasou o pedido de permanência da suspensão do turismo embarcado. Pedimos que a sua imagem seja divulgada nos grupos de WhatsApp e redes sociais”, publicou a instituição nas redes sociais.
O último sinal do celular dele foi registrado na Servidão Quadros, no Rio Tavares, no dia 7 de outubro. A família do oceanógrafo foi até o local, mas não encontrou o aparelho nem outros sinais da presença dele. A família ficou preocupada com o desaparecimento quando Charles não retornou à casa da irmã, na Armação, onde ficaria hospedado.





