Pouco mais de dois meses depois, o corpo que foi encontrado esquartejado dentro de uma mala na Praia do Santinho, em Florianópolis, foi identificado pela polícia. Segundo o delegado Alex Bonfim, da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), trata-se de Alberto Pereira de Araújo, de 29 anos. A partir de agora, a investigação recomeça com o objetivo de identificar os autores do crime.

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O delegado informou, ainda, que não se descarta relação com o caso da corretora gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas, morta e esquartejada em Florianópolis. Na terça-feira (17), a polícia confirmou ao NSC Total que investigava a ligação entre os dois crimes.

A identificação do homem foi possível após uma foto dele ser obtida por policiais civis da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC). A partir daí, segundo o delegado, pesquisas foram realizadas pelos policiais da DHC, até chegar a identificação.

Com o cruzamento de dados, a Polícia Civil obteve prontuários médicos e odontológicos que foram submetidos a exames periciais complexos. A corporação reiterou, ainda, que detalhes sobre a identidade da vítima e o teor das perícias seguem sob sigilo para não comprometer as estratégias operacionais que estão em curso.

Veja fotos da praia onde o corpo foi encontrado

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Relembre o crime

O corpo foi encontrado dentro de uma mala na Praia do Santinho, em Florianópolis, no dia 28 de dezembro. Banhistas que passavam pelo local perceberam uma mala com cheiro forte, e acionaram os guarda-vidas. Dentro da mala, foram encontrados sacos com um corpo em decomposição.

O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) foi acionado por volta das 17h daquele dia para checar um possível corpo no início da trilha de acesso ao Costão, na Praia do Santinho, no Norte da Ilha.

A mala estaria presa entre as pedras na orla da praia. Ao abrir a bagagem, as equipes se depararam com sacos com um corpo em estado avançado de decomposição. Na ocasião, não era possível identificar o gênero ou a idade da vítima.

A identificação levou tempo justamente porque não houve correspondência com registros de pessoas desaparecidas e, por consequência, nenhum reconhecimento de familiares ou pessoas próximas. Sem a identificação da vítima, explicou o delegado ao NSC Total a investigação demorou a avançar para outras etapas.

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Desde que o caso veio à tona, a Polícia Civil havia recebido cerca de cinco denúncias, todas analisadas pelas equipes responsáveis. Contudo, nenhuma delas trouxe elementos suficientes para confirmar a identidade da vítima ou apontar suspeitos. Todas acabaram descartadas.

Polícia investiga ligação entre morte de gaúcha e corpo em mala

A Polícia Civil investiga uma possível relação entre o assassinato da corretora de imóveis gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas, morta e esquartejada em Florianópolis, e o caso do corpo desmembrado encontrado dentro de uma mala na praia do Santinho, em dezembro de 2025, também na Capital.

A semelhança entre os crimes chamou a atenção dos investigadores, especialmente quanto à forma de execução, ao modo de abandono dos corpos e à proximidade do local onde o corpo desconhecido foi deixado. Além disso, a mala foi descartada perto do conjunto residencial onde Luciani e os suspeitos moravam.

Parte do corpo de Luciani foi localizada em Major Gercino, a cerca de 100 quilômetros de Florianópolis. Segundo a Polícia Civil, os restos mortais foram divididos em cinco pacotes e descartados em um córrego.

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No caso do homem encontrado na praia do Santinho, o corpo também havia sido armazenado em sacos.

O caso Luciani