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    Corpos de família morta no Chile são enterrados em Biguaçu, na Grande Florianópolis

    Cerimônia ocorreu na tarde desta terça-feira (4), quase uma semana após vítimas serem encontradas em um apartamento em Santiago

    04/06/2019 - 17h41 - Atualizada em: 04/06/2019 - 17h49

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    Redação
    Por Redação DC
    enterro família morta no Chile
    Parentes e amigos se despedem em cerimônia realizada no Cemitério São Miguel
    (Foto: )

    Os corpos dos seis brasileiros que morreram no Chile foram enterrados na tarde desta terça-feira (4) no Cemitério São Miguel, em Biguaçu, na Grande Florianópolis. A família foi encontrada morta no dia 22 de maio dentro de um apartamento em Santiago.

    A seis vítimas foram veladas desde as 8h da manhã no ginásio de esportes da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), também em Biguaçu. Cinco dos mortos eram da cidade. A família viajou ao Chile para comemorar o aniversário da filha de um dos casais, uma adolescente de 14 anos, que também morreu.

    Segundo o laudo emitido pelas autoridades chilenas, as vítimas morreram intoxicadas por monóxido de carbono. A suspeita é que o gás tenha vazado do sistema de aquecimento de água.

    Durante o velório coletivo, parentes e amigos da família, além de amigos de escola e professores das duas crianças mortas na tragédia, fizeram orações e homenagens. Alguns dos presentes precisaram receber atendimento num espaço de sáude montado no local.

    Os corpos chegaram na noite de segunda-feira em Santa Catarina, 12 dias após a tragédia. As vítimas são Fabiano de Souza, 41 anos, a mulher dele, Débora Muniz Nascimento de Souza, 38, os dois filhos do casal, Karoliny Nascimento de Souza, 14 anos, e Felipe Nascimento de Souza, 13.

    Também morreram no Chile, Jonathas Nascimento Kruger, 30 anos, irmão de Débora, e a mulher dele, Adriane Krueger. Ela era de Mato Grosso. Um dia antes, a mãe de Débora e Jonathas morreu vítima de câncer.

    Polícia investiga mortes

    As mortes dos brasileiros no Chile está sendo investigada pela polícia local. Além da responsabilidade pelas condições do apartamento em que a família se hospedou - alugado pela plataforma Airbnb, os policiais também apuram a conduta dos agentes que atenderam aos pedidos de socorro.

    A investigação contra a própria polícia foi aberta porque foram realizadas ao menos duas ligações com pedidos de ajuda. Na primeira, feita pelos brasileiros, um agente foi deslocado para atender o caso, mas disse que não encontrou o endereço e retornou à base. A segunda ligação já foi feita pelo cônsul do Brasil em Santiago. Depois dessa chamada, outra equipe foi deslocada ao local. Quando chegaram, já encontraram todos mortos.

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