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Corpos de vítimas do acidente na BR-376 e passageiros feridos voltam ao Pará

Reunião entre Segurança do Paraná e comitiva do Pará definiram translado dos corpos e transporte das demais vítimas que optaram pelo retorno, além de familiares vindos para reconhecimento dos corpos

27/01/2021 - 08h05 - Atualizada em: 27/01/2021 - 09h07

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Patrícia
Por Patrícia Della Justina
Segurança do Paraná e comitiva do Pará definiram trnaslado dos corpos e pessoas feridas
Segurança do Paraná e comitiva do Pará definiram trnaslado dos corpos e pessoas feridas
(Foto: )

Os envolvidos no acidente rodoviário registrado na última segunda-feira (25) na BR-376, próximo à divisa entre Santa Catarina e Paraná, devem retornar ao Pará em voo agendado para esta quarta-feira (27). A informação foi divulgada pelo governo estadual paranaense no fim da noite de terça-feira após reunião entre Segurança do Paraná e comitiva do Pará sobre definições para o transporte dos corpos e também dos feridos.

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O translado dos corpos e o transporte de demais vítimas e familiares será a primeira medida tomada após a reunião. Eles devem retornar em um avião fretado do Aeroporto Interacional Afonso Pena para Belém do Pará. Segundo o governo do estado do PR, a Defesa Civil providenciou acomodações para familiares e vítimas em um hotel para a última terça até o momento do voo.

- Já estamos verificando as questões junto à seguradora quanto aos trâmites funerários e preparação funerária. Então, a partir do momento que a Polícia Científica deliberar que a vítima pode ser preparada, de imediato as funerárias entrarão em ação com o transporte e a retaguarda da funerária, para depois fazermos o transporte dos corpos e vítimas para o Pará - explicou o assessor militar da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Pará, major Marco Rogério Scienza.

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Dos 13 sobreviventes que estão em Santa Catarina, dois continuam internados no Hospital Municipal São José de Joinville e apenas uma mulher de 35 anos irá retornar ao Pará. Ela será levada para Curitiba, pelo Corpo de Bombeiros do Paraná, e seguirá viagem ao estado do Pará, por meio do voo fretado. O restante optou por permanecer em SC. Além dela, familiares que vieram reconhecer seus entes também retornarão neste voo. Os sobreviventes enviados a Curitiba continuam internados.

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Vítimas precisaram ser ouvidas pela Polícia Civil

Como o embarque estava condicionado à oitiva de algumas pessoas, o delegado responsável agilizou os processos enviando investigadores e escrivães em alguns locais para ouvir pessoas envolvidas e que precisariam viajar. Assim, será dada continuidade ao processo e a consequente conclusão do inquérito, em andamento na Delegacia de Delitos de Trânsito de Curitiba (DEDETRAN). A Sesp também fez um alinhamento logístico com a Infraero para garantir a privacidade e a segurança dos passageiros que seguirem ao Pará.

- Dentro das tratativas com a empresa nós vamos buscar tudo aquilo que compete à seguradora e à própria empresa no suporte aos familiares, óbitos e possíveis danos que venham a ocorrer para tentar de maneira mais rápida e eficiente dar uma retaguarda para esses envolvidos no acidente, para que a participação tanto pública quanto privada ofereça uma melhor resposta sobre esse triste acidente - explicou o major Marco Rogério Scienza, representando a Secretaria da Segurança Pública do Pará.

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Segundo o Secretário da Segurança do Paraná, coronel Marinho, o trabalho integrado é importante para organizar e dar celeridade neste processo, além de prestar contas do que está sendo feito no Paraná.

- Nós estamos consternados com aquele estado e acolhendo a comitiva para dar todo o apoio para levar os corpos e entregar para a famílias enlutadas. É um momento de dor e tristeza e a união de nossos esforços é para que se tenha agilidade nos processos - completou.

Dois menores de idade ainda não foram identificados

A Polícia Científica e a Polícia Civil do Paraná atuam de maneira integrada e já identificaram 17 corpos, dos 19 que estão no Instituto Médico Legal (IML). Os papiloscopistas da Polícia Civil fizeram a identificação das vítimas através de exames necropapiloscópicos, processo pelo qual coletam as impressões digitais e realizam o confronto com padrões enviados pela Polícia Civil do Pará.

Outros dois corpos, de menores de idade, estão sendo identificados pela Polícia Científica por meio de um processo mais complexo: o exame de DNA. 

- A forma de extração e de análise deste exame são mais complexos e assim que ficarem prontos enviaremos à Polícia Científica do Pará. Sendo assim, vamos liberar estes dois corpos, juntamente com os outros 17, àquele estado para que ele proceda com as deliberações finais - explicou o diretor da Polícia Científica, Luiz Rodrigo Grochoki.

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Participantes da reunião de definições sobre transporte das vítimas: 

Participaram da reunião pelo estado do Pará, o major Marco Rogério Scienza, representando a Secretaria da Segurança Pública do Pará (SEGUP), o major Bruno Pinto Freitas da Defesa Civil e a papiloscopista Rosilene de Oliveira Pereira. Eles também são responsáveis por fazer o contato e as tratativas com a empresa responsável pelo ônibus de turismo, além da seguradora, e também cuidarão do processo para o translado às famílias das vítimas.

O Secretário da Segurança Pública do Paraná (SESP), coronel Romulo Marinho Soares, o Diretor Geral da Polícia Científica do Paraná e o Coordenador Executivo da Defesa Civil do Paraná, coronel Adriano Mello, além de outros integrantes, reuniram-se com três representantes da comitiva da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Pará. 

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