O deputado Diego Coronel (PSD-BA), corregedor da Câmara, encaminhou nesta sexta-feira (19) à Mesa Diretora as representações contra parlamentares que ocuparam o plenário da Casa no início de agosto, em um protesto contra a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL). O deputado federal Zé Trovão (PL-SC) está entre esses parlamentares que podem ser alvos das punições. As informações são do g1.

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Coronel sugeriu o encaminhamento de representações contra três deputados ao Conselho de Ética da Casa para suspensão do mandato. Geralmente, o relatório é acatado. São eles:

  • Zé Trovão (PL-SC): suspensão do mandato por 30 dias por obstruir o acesso de Hugo Motta à cadeira de presidente;
  • Marcos Pollon (PL-MS): suspensão do mandato por 90 dias por declarações difamatórias contra a cúpula da Câmara; e outro pedido de suspensão, por 30 dias, por obstruir o acesso de Hugo Motta à cadeira de presidente;
  • Marcel van Hattem (Novo-RS): suspensão do mandato por 30 dias por obstruir o acesso de Hugo Motta à cadeira de presidente.

Além das suspensões, o corregedor recomendou censura escrita para todos os deputados que foram investigados. Segundo o Congresso Nacional, neste caso, censura é uma “penalidade verbal ou escrita aplicável ao parlamentar em caso de procedimento considerado atentatório ou incompatível com o decoro”.

  1. Marcos Pollon (PL-MS);
  2. Marcel van Hattem (Novo-RS);
  3. Zé Trovão (PL-SC);
  4. Allan Garcês (PP-MA);
  5. Bia Kicis (PL-DF);
  6. Carlos Jordy (PL-RJ);
  7. Caroline de Toni (PL-SC);
  8. Domingos Sávio (PL-MG);
  9. Julia Zanatta (PL-SC);
  10. Nikolas Ferreira (PL-MG);
  11. Paulo Bilynskyj (PL-SP);
  12. Pastor Marco Feliciano (PL-SP);
  13. Sóstenes Cavalcante (PL-RJ);
  14. e Zucco (PL-RS).

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A censura escrita poderá ser aplicada pela Mesa Diretora. Já as demais representações dependem de análise pelo Conselho de Ética e pelo Plenário da Câmara dos Deputados.

Relembre a ocupação das mesas do Congresso

No início de agosto, deputados da oposição ocuparam o plenário em forma de protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, decretada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

O episódio deixou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) fragilizado no comando da Casa. Durante as ocupações, o deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS), chegou a impedi-lo de sentar na própria cadeira.

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O que dizem os deputados de SC?

Procurada pelo NSC Total, a assessoria do deputado Zé Trovão (PL-SC) encaminhou uma fala do parlamentar em que ele declara que vai continuar seguindo “o lado da verdade” e no que acredita. Na nota, ele disse também que o mandato é uma “missão” que “não pode ser suspensa”.

A reportagem também procurou a assessoria de Julia Zanatta (PL-SC), que informou que só irá se posicionar quando a parlamentar for notificada ou quando tiver mais informações sobre uma possível punição.

Já a assessoria da deputada Caroline de Toni (PL-SC) não retornou o NSC Total até a publicação da matéria. O espaço segue aberto.

Leia na íntegra a nota do Zé Trovão (PL-SC)

“Foram 30 dias de suspensão. Mas o que é isso diante da luta por anistia para gente inocente, diante da defesa do povo catarinense? Absolutamente nada. Se a punição vem porque eu não me calei, então que fique claro: eu sigo do lado da verdade, do povo e daquilo que acredito. Mandato não é privilégio, é missão. E missão não se suspende. Continuaremos defendendo de maneira árdua, aquilo que acreditamos. Com coragem para defender a confiança de quem nos elegeu”.

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*Sob supervisão de Giovanna Pacheco

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