A direção dos Correios recuou e suspendeu temporariamente, até 31 de julho, partes centrais do seu plano de reestruturação econômica. A decisão foi oficializada após forte pressão sindical e ameaça de greve geral da categoria. O recuo congela temporariamente o fechamento de centenas de agências e suspende cortes de gratificações de funcionários.

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A suspensão das medidas foi costurada após reuniões tensas com a Federação Nacional dos Trabalhadores (Fentect). Para evitar uma paralisação nacional, a estatal aceitou abrir uma mesa de negociação com a mediação da Secretaria-Geral da Presidência. Em resposta, os sindicatos recuaram do indicativo de greve, mas mantêm o estado de alerta.

O tamanho do rombo financeiro

Por trás dos cortes suspensos, há uma crise fiscal profunda que desafia a atual gestão da empresa. No balanço mais recente, os Correios registraram um prejuízo bilionário, impulsionado pela queda nas receitas postais tradicionais e pela forte concorrência com transportadoras privadas e gigantes do e-commerce mundial.

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O plano original da estatal prevê o fechamento de mil agências em todo o país para estancar as perdas no orçamento. Até o momento do congelamento, pouco mais de 250 unidades haviam sido desativadas. Se a reestruturação for totalmente retomada após o prazo, a economia prevista com o fechamento total passa dos R$ 2 bilhões.

Busca por fôlego no mercado

Enquanto as demissões e fechamentos estão congelados, a empresa corre contra o tempo e busca alternativas para recuperar a saúde financeira. A estratégia da diretoria inclui a captação de novos empréstimos bancários e um plano para acelerar a venda de imóveis ociosos da estatal.

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A intenção é usar esses ativos para modernizar a operação logística da companhia. Com a entrada de novos recursos, o governo federal espera readequar o plano de demissões voluntárias e evitar cortes ainda mais profundos no atendimento à população no segundo semestre.

*Com edição de Nicoly Souza