A corretora Daiane Alves Sousa, morta em Caldas Novas, no sul de Goiás, pelo síndico Cleber Rosa Oliveira, o síndico do prédio, que confessou o crime, chegou a ficar 45 dias sem energia elétrica no apartamento dela. O Fantástico mostrou, neste domingo (1°), que a corretora também havia sido proibida pelo síndico a usar áreas comuns do condomínio, como a academia e o salão de festas, por exemplo.

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Segundo a família da corretora, tudo começou em novembro de 2024, quando Daiane passou a administrar os imóveis da família dela, que antes eram administrados por Cleber. A partir disso, outros condôminos também transferiram a administração dos seus imóveis para Daiane.

Daiane e Cleber tinham um histórico de brigas, com 12 ações civis e criminais. Entre os motivos que fizeram Daiane buscar a Justiça, foi a proibição de acesso a áreas essenciais do condomínio. Além disso, os cortes de energia e água estavam cada vez mais recorrentes, o que levava a família de Daiane a crer que ela estava sendo perseguida, segundo o advogado Plínio Mendonça.

Em uma das ocasiões, um técnico e um oficial de Justiça foram até o condomínio e descobriram que o fio que conduzia energia para o apartamento de Daiane havia sido cortado.

Segundo a família, Cleber se sentia “dono do prédio” e impunha regras criadas por ele, com aplicação de multas e punições para quem descumpria. Uma dessas regras dizia respeito a circulação nas áreas comuns do condomínio, não só para Daiane, mas para todos os condôminos que tinham imóveis administrados por ela.

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Em uma ocasião, ele chegou a mandar uma mensagem para um dos condôminos, tentando convencê-lo a não fazer negócio com Daiane.

“Não sei, assim, por que que você tá insistindo tanto nesse negócio com a Daiane que você nem conhece ela, né? Eu não sei se ela vai poder resolver os seus problemas, os outros problemas que você terá, né?”, disse ele à época.

A corretora de imóveis desapareceu no dia 17 de dezembro de 2025. Ela foi vista pela última vez no prédio que fica no Centro de Calda Novas, em Goiás, quando foi até o subsolo do prédio para restabelecer a energia, pois o seu apartamento estava sem luz. O corpo dela foi encontrado em uma área de mata no dia 28 de janeiro em Ipameri, no sul de Goiás, onde deixou o síndico deixou o corpo.

Veja o momento em que Daiane desaparece

Veja as fotos da corretora

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