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    CPI dos Respiradores: empresário que intermediou compra se nega a prestar depoimento

    Fabio Guasti, que atuou como representante da Veigamed, era esperado para falar à CPI nesta terça-feira (21)

    20/07/2020 - 18h26

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    Jean
    Por Jean Laurindo
    Lucas
    Por Lucas Paraizo
    Fabio Guasti
    Médico e empresário paulista, Fábio Guasti foi preso preventivamente na Operação O2 e solto após habeas corpus na semana passada
    (Foto: )

    O empresário paulista Fábio Guasti, que atuou como representante da Veigamed na compra de 200 respiradores por R$ 33 milhões pelo governo de Santa Catarina, comunicou à CPI dos Respiradores que não irá prestar depoimento aos deputados. Através de um aviso formal, Guasti disse que não tem interesse em responder ao pedido de depoimento aprovado na CPI semana passada.

    A informação foi confirmada pelo relator da CPI, o deputado estadual Ivan Naatz (PL), que havia assinado o pedido para ouvir o empresário. Guasti estava preso preventivamente desde o dia 7 de junho, em uma das ações da Operação O2, e foi solto após um habeas corpus na última segunda-feira (13). Segundo Naatz, os deputados não têm como obrigar o empresário a prestar depoimento.

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    Sem a presença de Guasti, a CPI deve ter outros andamentos nesta terça-feira (21). Os parlamentares terão uma audiência com o presidente da Assembleia Legislativa de SC (Alesc), Julio Garcia, para avaliar as respostas do governador Carlos Moisés às 15 perguntas feitas pela CPI, e devem também votar um requerimento pedindo à Justiça acesso ao inquérito da Operação O2 que está em sigilo.

    - É fundamental ter acesso a esse inquérito para concluir a CPI. Tem outras coisas que precisam andar agora, a CPI tinha um número restrito de pessoas para ouvir. Já é possível identificar, apresentar um relatório, só precisamos ter acesso a esses documentos que estão em sigilo. Pode ter algo ali, deve ter algo. Por que está em segredo? Por que todos os outros documentos foram compartilhados, menos esse? - questionou o deputado Ivan Naatz, relator da CPI.

    Com acesso ao inquérito, Naatz espera concluir e apresentar o relatório da CPI ainda este mês. O processo criminal que investiga a compra dos respiradores está atualmente no Supremo Tribunal de Justiça (STJ), após a inclusão do governador Carlos Moisés obrigar o caso a subir de instância.

    Dos 200 respiradores, o Estado recebeu apenas 50 (e de um modelo diferente do encomendado, que não serve para pacientes com covid-19), e dos R$ 33 milhões pagos de maneira adiantada, cerca de R$ 11,8 milhões foram recuperados pelo governo catarinense.

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