Criciúma aparece no topo de um dos principais indicadores epidemiológicos de Santa Catarina. O município registra taxa de incidência de 120,28 e lidera a ocorrência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Estado, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES).
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Ao todo, são 258 casos confirmados na cidade, o segundo maior número de Santa Catarina. Florianópolis concentra o maior volume absoluto, com 341 registros.
A diferença entre os indicadores ajuda a explicar o cenário. Enquanto o número total aponta a quantidade de casos, a taxa de incidência considera o tamanho da população e permite comparar o impacto proporcional da doença entre os municípios.
Na prática, isso indica que Criciúma concentra, proporcionalmente, uma circulação mais intensa de casos graves em relação ao número de habitantes, o que acende um alerta para o sistema de saúde.
O que é a SRAG?
A Síndrome Respiratória Aguda Grave é uma condição clínica considerada de alta relevância para a saúde pública. Segundo o infectologista e superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Fábio Gaudenzi, a SRAG ocorre quando um quadro gripal evolui com sinais de gravidade.
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São considerados casos de SRAG pacientes com síndrome gripal que apresentem sintomas como falta de ar ou desconforto respiratório, dor ou pressão persistente no tórax, saturação de oxigênio abaixo de 94% ou coloração azulada nos lábios ou rosto.
Por sua gravidade, a doença pode levar à hospitalização e, em casos mais críticos, ao óbito.
Criciúma lidera taxa de incidência de SRAG; veja como se prevenir
Com a mudança de estação e o aumento dos casos de doenças respiratórias, a Prefeitura de Criciúma reforça a vacinação contra a influenza como principal estratégia de prevenção.
A vacina trivalente, que protege contra os vírus influenza A (H1N1 e H3N2) e influenza B, está disponível para os grupos prioritários nas unidades de saúde do município. Mais de 20 mil doses já foram aplicadas.
De acordo com o secretário municipal de Saúde, Deivid de Freitas Floriano, a imunização é essencial para reduzir casos graves, internações e mortes, além de aliviar a pressão sobre os serviços de saúde.
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A orientação é que pessoas com sintomas leves, como coriza, tosse, dor de garganta e febre baixa, procurem a Unidade Básica de Saúde (UBS). Já casos mais graves devem ser encaminhados para unidades de urgência, como UPAs e hospitais.
Medidas simples ajudam a conter avanço
Além da vacinação, autoridades de saúde reforçam cuidados básicos para evitar a disseminação de vírus respiratórios:
- Lavar as mãos com frequência;
- Usar máscara em caso de sintomas;
- Evitar ambientes fechados e aglomerações;
- Cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar;
- Evitar tocar olhos, nariz e boca;
- Higienizar superfícies de contato frequente;
- Não compartilhar objetos pessoais.
Vacina contra Influenza: quem pode receber?
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