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Justiça

Criminosos que zombaram de catarinenses são condenados por golpe dos nudes

Quadrilha extorquiu R$ 8 mil de morador de Ascurra e ironizou: “Bons pagadores”

07/07/2021 - 17h32 - Atualizada em: 08/07/2021 - 15h36

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Talita
Por Talita Catie
Casal e dois comparsas que vivem no Rio Grande do Sul cometiam os crimes
Casal e dois comparsas que vivem no Rio Grande do Sul cometiam os crimes
(Foto: )

Uma quadrilha responsável por aplicar o golpe do nudes em Santa Catarina acaba de ser condenada. Os quatro integrantes dos bando passaram por julgamento nesta terça-feira (6) e receberam pena de cinco a nove anos de prisão cada um. A sentença é baseada na extorsão praticada contra um morador do Vale do Itajaí que perdeu R$ 8 mil nas mãos dos chantagistas.

Um dos estelionatários chegou a zombar dos catarinenses no dia da prisão ao dizer: “Bons pagadores”.

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A quadrilha era composta por dois homens e duas mulheres. Todos são do Rio Grande do Sul e foram presos nas cidades de Porto Alegre e Viamão. A Polícia Civil de SC chegou até eles através da Operação Fake Nudes, desencadeada em outubro do ano passado com o apoio de agentes do Estado gaúcho. A investigação levou cerca de dois meses.

A quadrilha foi julgada em Ascurra por ser a cidade onde o crime ocorreu. Três dos quatro condenados estão na cadeia no Rio Grande do Sul. Uma das mulheres cumpre prisão domiciliar em virtude de problemas de saúde, explica o delegado Ronnie Esteves, que comandou as investigações na época e se diz satisfeito com desfecho do caso. Somadas, as penas passam de 27 anos de prisão por extorsão e associação criminosa.

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Como é o golpe

Uma suposta jovem adiciona a vítima nas redes sociais e começa a conversar. O papo evolui para assuntos de conotação sexual e, após ela enviar fotos nuas, pede que o homem faça o mesmo. Logo depois de mandar as fotos, a pessoa recebe a ligação de um homem dizendo ser pai ou tio da garota.

O suposto responsável pela garota revela que ela é menor de idade e que, por isso, a vítima deve enviar certa quantia. Do contrário, ameaça denunciá-lo à polícia. Houve casos em que um “delegado”, que usava fotografias de policiais gaúchos e mandado de prisão falso, exigiu dinheiro para não prosseguir com o inquérito. Obviamente, não havia menina na história, muito menos familiar e delegado.

Duas mulheres foram identificadas como autoras das mensagens trocadas. Elas usavam fotos de outras garotas para aplicar o golpe. Os dois homens eram o “familiar” e o “delegado”.

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