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    MARICULTURA

    Cultivo de moluscos é interditado em praias de Palhoça, São José e Governador Celso Ramos

    Em Florianópolis, localidades agora têm liberação parcial

    30/10/2020 - 04h48

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    Por Márcio Serafini
    Cultivo de ostras tem monitoramento constante
    Cultivo de ostras tem monitoramento constante
    (Foto: )

    A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural anunciou nesta quinta-feira (29) a interdição dos cultivos de moluscos na Fazenda da Armação, em Governador Celso Ramos; Praia do Pontal, Praia do Cedro, Enseada do Brito, Maciambú e Barra do Aririú, em Palhoça; e na Ponta de Baixo, em São José. Nessas áreas está proibida a retirada e comercialização de ostras e mexilhões e seus produtos, inclusive nos costões e beira de praia.

    A interdição é necessária quando é detectada uma concentração de ficotoxina Ácido Okadaico acima dos limites permitidos nos cultivos de moluscos bivalves. Essa substância pode ocasionar náuseas, dores abdominais, vômitos e diarreia.

    >Reconhecimento para a ostra catarinense

    Os locais de produção interditados serão liberados após dois resultados consecutivos demonstrando que os moluscos estão aptos para o consumo.

    Liberação parcial

    Estão parcialmente interditadas as áreas de Barro Vermelho, Costeira do Ribeirão e Freguesia do Ribeirão, em Florianópolis; e de Perequê, Ilha João da Cunha e Araçá, em Porto Belo. 

    Nessas localidades está autorizada a retirada e comercialização apenas de ostras. As ostras foram liberadas a partir de dois resultados negativos consecutivos para presença de toxina diarréica. 

    O gerente de Pesca e Aquicultura da Secretaria da Agricultura, Sérgio Winckler, explica que ostras e mexilhões se comportam de formas diferentes diante da concentrações de algas tóxicas, por isso, a desinterdição é parcial.

    - Existem diferenças nos sistemas de filtração dos moluscos. A ostra concentra menos toxinas, por isso, foi possível a sua liberação antes dos mexilhões.

    Ainda permanece proibida a retirada e comercialização de mexilhões, berbigões e vieiras e seus produtos, inclusive nos costões e beira de praia dessas áreas.

    > Cultivo de ostras e mexilhões é interditado em Sambaqui, Cacupé e Santo Antônio de Lisboa

    Monitoramento constante

    Santa Catarina é o único estado do país que realiza o monitoramento permanente das áreas de cultivo. O Programa Estadual de Controle Higiênico Sanitário de Moluscos é um dos procedimentos de gestão e controle sanitário da cadeia produtiva, permitindo maior segurança para os produtores e consumidores

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