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MARICULTURA

Cultivo de ostras e mexilhões é interditado em Sambaqui, Cacupé e Santo Antônio de Lisboa

Monitoramento constante detectou toxina acima dos limites permitidos

23/10/2020 - 15h09 - Atualizada em: 23/10/2020 - 15h21

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Luiz
Por Luiz Gonzaga
Maricultura em SC
Liberação depende de dois testes consecutivos positivos
(Foto: )

 A retirada e comercialização de ostras e mexilhões e seus produtos, inclusive nos costões e beira de praia, está interditada a partir desta sexta-feira (23) em Sambaqui, Cacupé e Santo Antônio de Lisboa, na costa oeste de Florianópolis. O motivo é a concentração de ficotoxina Ácido Okadaico acima dos limites permitidos nos cultivos de moluscos bivalves. Quando consumida por seres humanos, essa substância pode ocasionar náuseas, dores abdominais, vômitos e diarreia. 

A atividade já ficara interditada nessas três praias, pela mesma razão, entre 6 e 14 de agosto deste ano.

A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural informa que está mantida a interdição das áreas de Perequê, Ilha João da Cunha e Araçá, em Porto Belo; Fazenda da Armação, em Governador Celso Ramos; Praia do Pontal e Praia do Cedro, em Palhoça. 

>Reconhecimento para a ostra catarinense

A Cidasc intensificou as coletas para monitoramento das áreas de produção de moluscos interditadas e arredores. Os resultados dessas análises definirão a liberação ou a manutenção da interdição. Os locais de produção interditados serão liberados após dois resultados consecutivos demonstrando que os moluscos estão aptos para o consumo.

Liberação parcial

Permanecem parcialmente interditadas as áreas de Barro Vermelho, Costeira do Ribeirão e Freguesia do Ribeirão, no município de Florianópolis. Nessas localidades está autorizada a retirada e comercialização apenas de ostras.

As ostras foram liberadas a partir de dois resultados negativos consecutivos para presença de toxina diarréica. 

>Cultivo de ostras e mexilhões é interditado em 4 localidades da Grande Florianópolis

O gerente de Pesca e Aquicultura da Secretaria da Agricultura, Sérgio Winckler, explica que ostras e mexilhões se comportam de formas diferentes diante da concentrações de algas tóxicas, por isso, a desinterdição é parcial:

- Existem diferenças nos sistemas de filtração dos moluscos. A ostra concentra menos toxinas, por isso, foi possível a sua liberação antes dos mexilhões.

Ainda permanece proibida a retirada e comercialização de mexilhões e seus produtos, inclusive nos costões e beira de praia dessas áreas.

Monitoramento constante

Santa Catarina é o único estado do país que realiza o monitoramento permanente das áreas de cultivo. O Programa Estadual de Controle Higiênico Sanitário de Moluscos é um dos procedimentos de gestão e controle sanitário da cadeia produtiva, permitindo maior segurança para os produtores e consumidores.

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