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MARICULTURA

Ostras estão liberadas em Cacupé, Santo Antônio de Lisboa e Sambaqui

Cultivo e venda de moluscos estavam interditados desde dia 6

14/08/2020 - 17h12 - Atualizada em: 14/08/2020 - 17h14

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Por Márcio Serafini
Ostras
Presença de toxina é monitorada constantemente
(Foto: )

A partir desta sexta-feira (14), está liberada a retirada e comercialização de ostras, mexilhões e seus produtos em Cacupé, Santo Antônio de Lisboa e Sambaqui, em Florianópolis. A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural comunica a desinterdição dos cultivos de moluscos dessas áreas após dois laudos negativos demonstrando que os produtos estão aptos ao consumo.

- Os resultados das análises demonstraram que os moluscos produzidos em Cacupé, Santo Antonio de Lisboa e Sambaqui estavam aptos para o consumo em segurança. É importante lembrar que essas análises são feitas de forma rotineira justamente para garantir a segurança dos consumidores - destaca o gerente de Aquicultura e Pesca, Sérgio Winckler.

A atividade estava suspensa em Cacupe, Santo Antônio e Sambaqui desde o dia 6 de agosto.

Cultivo de ostras é interditado em quatro áreas de Palhoça e Florianópolis

Desde a última quinta-feira, 6, algumas áreas de cultivos de moluscos bivalves vêm sendo interditadas devido à presença de ficotoxina Ácido Okadaico - também conhecida como toxina diarreica - acima dos limites permitidos. Quando consumida por seres humanos, essa substância pode ocasionar náuseas, dores abdominais, vômitos e diarreia.

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Mantém-se interditadas com proibição da retirada e da comercialização de ostras, mexilhões, vieiras e berbigões provenientes das localidades de Barra do Aririú, em Palhoça; Ponta de Baixo, em São José; Freguesia do Ribeirão e Costeira do Ribeirão, em Florianópolis; e Fazenda da Armação, no município de Governador Celso Ramos.

Esse fenômeno é recorrente nessa época do ano devido ao aumento de temperatura e luminosidade, além da influência das marés baixas, que permitem a maior concentração dessas microalgas em locais mais protegidos.

Maricultura em Santa Catarina

Santa Catarina é o maior produtor nacional de moluscos, com 39 áreas de produção distribuídas em 11 municípios do Litoral. O setor gera mais de 1.900 empregos diretos e a produção gira em torno de 13 mil toneladas de mexilhões, ostras e vieiras.

O governo destaca que o Estado é o único do país que realiza o monitoramento permanente das áreas de cultivo. O Programa Estadual de Controle Higiênico Sanitário de Moluscos é um dos procedimentos de gestão e controle sanitário da cadeia produtiva, permitindo maior segurança para os produtores e consumidores.

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